1 A estratégia de criação de um hub regional em Luanda garantindo fluxos de feeding e defeeding entre a operação doméstica; Melhoria do serviço prestado aos passageiros nacionais, criando condições para aumentar a rede de destinos operadas ponto-a- ponto e o número regulares de frequências semanais realizadas em paralelo, melhorar a qualidade de serviços em todos os pontos de contacto com o cliente; Sustentabilidade financeira do novo operador doméstico, conseguida através do desenho de uma operação eficiente, gerida por uma equipa com perfil executivo e reconhecida competência técnica.

2 A ideia do Ministério dos Transportes era ajustar a frota da Transportadora Aérea Angolana (TAAG) àquilo que é a realidade económica e financeira do mercado, libertando alguns dos seus aparelhos 737 a fim de que seja desenhado para o Boeing 737, na medida em que os aparelhos não foram fabricados para fazerem voos de 30 minutos ou de uma hora, com apenas 30 passageiros.
Alinhar a Air Connection Express para a linha da Taag, de forma que a possa beneficiar de muitos passageiros que, até hoje, não tinha essa capacidade de beneficiar, visto que não tinha um (feeder), um alimentar das suas linhas internacionais.

3 A primeira reunião para a criação da operadora Air Connection Express foi realizada em 2013. De lá para cá, depois levou um período de adaptação.
Nessa altura houve uma pré-disposição das empresas e das 14, sete accionistas privados decidiram avançar. A ideia da criação deste operador aéreo para os voos domésticos decorreu de uma constatação de facto, tendo em conta a performance financeira da Taag e das empresas privadas no segmento doméstico e por se ter constatado fragilidades na sua generalidade nos voos aéreos. Daí que se juntou sinergias entre as empresas públicas e as privadas para que o quadro possa melhorar.

4 O propósito era rever a estrutura comercial, a frota, os recursos humanos e talvez o ponto mais importante, a estrutura financeira, na qual a injecção de capital privado, mesmo não ligado à aviação, poderia constituir uma alavanca fundamental. 

A entrada para a sociedade era voluntária, pois não se colocou nenhuma interferência no quadro das empresas já existentes.
A criação do novo operador doméstico não colocaria em causa a actividade dos actuais operadores de transportes aéreos privados que, pese embora pudessem participar na constituição daquela sociedade, mantém a sua actividade intacta.

5 Para enfrentar os grandes desafios impostos ao sector aéreo, foram definidos vários eixos de actuação-estratégica, sendo um deles, a criação de um novo modelo para a operação do transporte aéreo doméstico. O desenvolvimento do sector do transporte aéreo doméstico e o fomento da iniciativa privada são, pois, dois eixos fundamentais para o desenvolvimento económico e social do país. No entanto, existem em Angola desafios estruturais que impedem a confluência sustentada destes eixos, impondo um nível de serviço no transporte aéreo inferior ao desejável: por um lado, os elevados custos de contexto (por exemplo preço do fuel e custo com pessoal) e a procura reduzida verificada na maioria das rotas limitam a sustentabilidade financeira da operação, nomeadamente no caso da Taag.

6 A Bombardier comprometeu-se em avaliar a possibilidade de fornecer peças de reposição dos 20 itens que têm maior incidência de falhas a consignação até um montante de USD 1.800.000, criando assim o primeiro armazém de peças da Bombardier na África Austral.
Outro compromisso assumido pela Bombardier foi também que não iria penalizar o consórcio com juros de mora e ou outras penalizações causadas pelas demoras nas transferências de divisas, devido à situação actual que o país vive, tendo condicionado somente a entrega de cada aeronave à recepção dos fundos referentes as aeronaves a entregar.
Quanto à oferta, a Bombardier estaria livre de qualquer custo pelo período de 5 anos todas as subscrições técnicas referentes a marca e garantia auxílio de todos os outros fabricantes envolvidos na fabricação do avião.

7 A fabricante canadiana assegoraria a presença de mecânicos para trabalhar nos aviões e dar formação em serviço aos técnicos angolanos 16 meses/ homem, com vista a garantir o início da operação da “AIR CONECTION EXPRESS – TRANSPORTE AÉREO S.A”, quando o normal seria somente a formação inicial dos mecânicos. A empresa prometeu assistência em Angola de pessoal técnico da fábrica para as primeiras duas grandes inspecções chamadas “Check-C”.Para o arranque da operação, a Bombardier asseguraria a presença de instrutores da fábrica, quer a nível de mecânicos, quer pilotos e assistentes de bordo, para um período de 16 meses/homem, que pode ser utilizado e ajustado conforme necessário, quando o normal para esta operação seria somente 9 meses/homem.

8 O Canadá como país acredita no futuro de Angola. Foi feito o benchmark para a obtenção de modelos de referências e analisados os modelos de operadores “feeders” existentes: na África do Sul, Estados Unidos, Brasil, Portugal e Austrália.
As grandes empresas do continente africano como a Ethiopian Air Lines e a South African Express são operadoras de referência deste modelo, sendo que a Ethiopian Air Lines já opera 25 destas aeronaves e assinou recentemente um contrato para aquisição de mais 15 aeronaves.
A nova operadora de transporte aéreo poderia funcionar com aeronaves do tipo Q-400, com um custo operacional baixo, com turbo-hélice com desempenhos adequados a qualquer aeródromo existente no país, o que iria corrigir erros de vários anos na operação de aeronaves do tipo Boeing 737-700 para voos curtos e de pouca procura.

9 O objectivo era que houvesse menos custos operacionais e de estrutura e com uma oferta mais ampla à escala nacional. Era desejo dos promotores que os passageiros tivessem vantagens directas e imediatas. Os sócios e gestores definiram a sua estratégia. Os desafios poderiam ser ultrapassados através da criação de um novo operador de transporte aéreo doméstico que resulte da consolidação das operações domésticas regulares conduzidas pela Taag e por parceiros privados.
A solução preconizada traria vantagens a nível de eficiência (por promover sinergias entre operadores), a nível da qualidade de serviço (mais frequências e melhores horários) e a nível do crescimento do hub de Luanda, por via de integração com a Taag.

10 Olhava-se para o mundo para capitalizar divisas para Angola, porque seria uma empresa local que perspectiva ter um alcance internacional. O país precisa de ter uma segunda empresa forte para concorrer com outras de cariz mundial.
A actual estrutura de mercado com vários operadores de escala reduzida a competir num número limitado de rotas rentáveis, resulta a uma elevada fragilidade da operação privada (que tem no passado recente conduzido a diversas falências dos operadores de transportes aéreos).
A escolha do modelo de aeronave regeu-se ao facto de ser a mais adequada em termos de performance e economia para o nosso mercado e estrutura de rotas.