As previsões apontam para mais empresas dissolvidas, estando já numa média de mais de 90 mil desaparecidas devido à crise económica e financeira em Angola. Apesar dos dados avançados, o GUE não tem o controlo de empresas que estejam a funcionar ou que venham a encerrar. “Formalmente uma empresa considera-se encerrada se tratando-se de comerciante em nome individual registar a cessação da actividade ou de sociedades comerciais houver o registo da dissolução e liquidação da mesma. O que nem sempre acontece”, revelou ao JE, o director do GUE, Israel Nambi. De 2014 a 2018, foram constituídas 48.088 organizações empresariais. O responsável garantiu que em 2017 foram constítuidas 16.368 empresas, acima de 11.053 de 2016. No ano precedente, criou-se 12.113 mais de 1060 em relação à 2016. O director do GUE afirmou que, apesar da crise financeira, o número de empresas subiu. Desde o início do seu funcionamento, em 2004, até Dezembro de 2017, foram constituídas 51.517 empresas. Israel Nambi justifica a crescente demanda pelos serviços do GUE que resulta no facto de já se fazer sentir a concretização das políticas traçadas pelo Executivo, tendentes a criar no país um ambiente favorável para fazer negócio, em conformidade com os padrões aceitáveis, com maior realce para a redução dos encargos para constituição de sociedades comerciais e a simplificação dos procedimentos para a constituição de sociedades comerciais. Para o futuro, o director do GUE informou que estão a trabalhar para concretizar o processo de constituição imediata de empresas em on-line.