A construção e recuperação de infra-estruturas permitiram, em 10 anos, a transportação de mais de 445 milhões de passageiros e 65 milhões de toneladas de carga no país. Além disso, empregou-se 16.686 trabalhadores, no conjunto de sete institutos públicos e 16 empresas, facto enfatizado pelo Ministério dos Transportes como tendo ajudado para a robustez da economia angolana entre 2013/2017. Nesse período, o sector terá cumprido com mais de 90 por cento do estabelecido no Plano Nacional de Desenvolvimento.
Segundo o titular da pasta, Augusto da Silva Tomás, que discursava na passada sexta-feira, em Luanda, no VIII Conselho Consultivo e Alargado do sector, teria-se chegado a 100 por cento, não fosse a crise económica e financeira que o país vem enfrentando desde o segundo semestre de 2014.
Augusto Tomás mencionou a reabilitação e modernização dos três caminhos-de-ferro, isto é, Luanda, Benguela e Moçamedes, num percurso de 2.730 quilómetros de linha férrea, suportada por 151 estações, reposição de 52 locomotivas, 226 carruagens e 282 vagões, depois de uma longa paralisação de quase 30 anos, impossibilitando o transporte e às trocas comerciais com os países fronteiriços como a República Democrática do Congo.
Assim, os modernos sistemas de comunicações e controlo, incluindo a construção de três centros de formação técnico-profissional nas localidades de Catete, Lubango e Huambo, constituíram parte das grandes realizações.
Outros avanços foram o início da construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda e do Porto de Águas Profundas do Caio em Cabinda.

Aeroportos

Foram ainda reabilitados e modernizados 17 aeroportos em várias províncias e a construção de dois novos de raiz, com tecnologia de ponta, certificação das companhias e operadoras aéreas em fase conclusiva. Anunciou a conclusão da pista e placa do Dundo, o terminal de passageiros do aeroporto do Cuito, assim como a reabilitação e modernização do aeroporto de Cabinda. Durante o período, em análise, foram registadas cerca de 2.676 beneficiações de formações aos trabalhadores da Enana.

Rodoviário

Segundo o ministro, no domínio dos transportes rodoviários, foram colocados à disposição dos interessados mais de nove mil autocarros, camiões e outros meios de transporte. Por exemplo, a Unicargas detém 218 camiões, tendo em 2016 transportado 500 mil toneladas, muito abaixo de 2 milhões movimentadas em 2008, sendo o maior volume alcançados até à presente data, daí que a empresa planificou para os próximos tempos especializar equipas para manuseamento de carga aérea, além de aumentar os níveis de facturação e optimizar a estrutura de custos operacionais e reforço da frota de camiões, assimo como a deslocalização da sua base.
A empresa estatal de transportes aponta ainda como perspectiva o reforço da frota de camiões e investimento na reabilitação do Cais, assim como prosseguir com a capacitação contínua dos recursos humanos.

Unidades portuárias

Nesta década, foram expandidos e modernizados os Portos de Luanda, Cabinda e Namibe, assim como foram adquiridos rebocadores, lanchas rápidas, bóias de sinalização e equipamentos de apoio à navegação marítima.
É assinalado igualmente o relançamento do transporte de carga pela companhia de navegação nacional e o de transporte de passageiros por via marítima, através de Catamarás e a implementação do serviço de táxi personalizado em várias províncias do país.O sector facilitou a reabilitação, expansão e modernização dos portos principais, nomeadamente de Luanda, do Lobito, o de Cabinda e do Namibe, o que foi acompanhado com a aquisição de rebocadores, lanchas rápidas, bóias de sinalização e outros equipamentos de apoio à navegação marítima.