O sector do comércio, prestação de serviços e construção civil lideram o número de de empresas falidas em Angola. Das 152.359 empresas, apenas 46.096 estão em actividade, o que equivalente a 32 por cento do total do tecido empresarial. Ou seja, existem 96 mil empresas no país que não existem fisicamente, tendo Luanda como a cidade com maior actividade empresarial.
Segundo dados indicativos do Instituto Nacional de Estatística (INE), além do ramo do comércio a grosso e a retalho, faliram firmas do ramo de reparação de veículos automóveis, motociclos e de bens de uso pessoal e doméstico, em cerca de 45 mil, seguidas das de actividades imobiliárias, aluguer e serviços prestados, com mais de 15 mil.
Apesar de aquipa do INE estar ainda a trabalhar na preparação do “anuário das estatísticas empresariais de 2017”, que será divulgado em Junho de 2018, Angola tem 104.o88 empresas inexistentes com registo no GUE que não iniciaram a actividade.
Em 2015, 166 viram a actividade suspensa e 1.609 foram dissolvidas . Naquele ano, o país contava com 41.507 empresas em actividade de um universo de 139.980 empresas registadas. No final de 2016, as empresas fantasmas representavam 68 por cento do total.
Especialistas dizem que muitas das 106.263 empresas que têm estado a falir não conseguem justificar o serviço que era suposto terem prestado às instituições do Estado.
Quanto à distribuição geográfica das empresas registadas até 2016, a maior parte (58 por cento), situa-se na província de Luanda.
A província de Benguela continua a ser a segunda com maior actividade empresarial com um total de 3.657 empresas activas, enquanto Cuanza Norte com apenas 416 surge em último na tabela.
A maior taxa de mortalidade de empresas constatou-se na província do Bengo, com 8,7 por cento em 2014, seguindo-se o Cuando Cubando com 6,3 em 2016.
A análise da mortalidade de empresas por actividade económica no período em referência demonstra que a taxa mais elevada ocorreu na indústria transformadora, com 4,4 por cento em 2016 e na agropecuária, produção florestal e silvicultura, com 4,1 em 2015. A menor taxa de mortalidade registou-se nas actividades artísticas, de espectáculos, desportivas e recreativas, com 0,00 por cento.

Ficheiro estatístico
Os dados do registo das empresas publicados no período 2013-2016 constituem uma resposta à crescente procura por informações estatísticas oficiais sobre empresas em Angola, com base nos dados do Ficheiro de Unidades Estatísticas Empresariais (FUE) do INE.
O instituto nota que, com a realização do primeiro recenseamento de empresas e estabelecimentos (Rempe), em 2003, o FUE passou a ser dinâmico, mais coerente e actualizado de forma regular, recorrendo a fontes administrativas, inquéritos, jornais e relatórios sectoriais.
A publicação compreende dois capítulos, tendo como primeiro objectivo apresentar a caracterização do tecido empresarial, nomeadamente a distribuição de empresas por província, por classificação das actividades económicas, por natureza jurídica, por sectores institucionais segundo a situação na actividade, sendo activas ou inactivas, e por ano de início da actividade.
O segundo objectivo proporciona a informação agregada relativa à população de empresas implantadas em todo o território nacional, tendo em consideração os aspectos vinculados à dinâmica empresarial, com a aplicação das metodologias internacionais recomendadas.