A estrada nacional nº100 é o poiso da famosa meia maratona “Fuga para a resistência”, uma prova de calendário, numa organização conjunta anual do Governo do Bengo e a Federação Angolana de Atletismo. A corrida pedestre atrai a coqueluche do fundo e meio fundo angolanos que a 4 de Fevereiro fazem de Caxito o espaço ideal para um ajuste de contas, que culmina com os suspeitos do costume 1º de Agosto, Interclube e Petro de Luanda sempre no podium.

O rio Dande
Caxito tem condições naturais para uma “ cidade da água” porque tem reservas do precioso líquido no rio Dande e em lagoas. O grosso de visitantes da Feiba teve que passar pelas duas pontes sobre o rio Dande, a do Sassa e a de Porto Quipiri, aqui alimentando as vistas com pequenas lagoas, wwem mantos verdes.
O rio Dande não é de todo navegável, mas tem populações ribeirinhas muito apegadas à linha de água e as tradições que ele encerra. Contudo, o rio que nasce como Dange na província do Uíge, emprestou o leito para a construção de infra-estruturas de monta, onde se destaca a barragem hidro-eléctrica das Mabubas com uma capacidade de 25,6 Megawatts de potência.
A lista engrossa com o açude, uma obra de engenharia para regular o rio, permitindo o controlo do caudal de água. A infra-estrutura hídrica produz um micro-clima próprio para o turismo. Daqui parte outra obra de engenharia, o canal de irrigação de 21, 7 quilómetros que transporta 3,8 mil litros do precioso líquido por segundo para irrigar cerca de 3 mil hectares de terrenos cultiváveis, segundo João Mpilamosi Domingos, presidente do Conselho de Administração da Caxitorega, ao “Economia & Finanças”.
Os terrenos irrigáveis pelo canal são o elemento chave de parte do ascendente da província na produção de banana da província. O que a complementa é a produção familiar e não só, nos municípios do Ambriz, Bula Atumba, Dembos, Nambuangongo e comunas do Dande. Toneladas de banana fruta e a variante pão são produtos procurados diariamente nos mercados e espaços comerciais de Luanda.
Guimarães Silva