Para se aferir a grandeza de uma companhia aérea influencia, positivamente, o número de voos internacionais que aterra e descola. Por exemplo, no aeroporto de Londres, já dizia a nossa professora de jornalismo, levanta um avião a cada minuto. Exagero ou não, entende-se, a julgar pela intensidade do tráfego aéreo londrino.
O Aeroporto Internacional de Heathrow, escreve uma pesquisa, teve reconhecimento dos viajantes nos Skytrax World Travel Awards, recebendo a distinção de “Melhor Aeroporto da Europa Ocidental” pelo segundo ano consecutivo, “Melhor Aeroporto para Compras” pelo sétimo ano e “Melhor Terminal de Aeroporto do Mundo” para o Terminal pelo 5º ano consecutivo.
Claramente são de uma infra-estrutura que se parece a uma cidade dentro de uma grande e moderna metrópole. Ao chegar-se a um aeroporto da dimensão e multifuncionalidade como o Heathrow de Londres, percebe-se, no primeiro contacto Real (o erre maiúsculo é propositado), que se está na capital britânica. Num dos principais centros financeiros da Europa.
Uma “City of London” que é uma das cidades mais visitadas do Mundo. Um dos pontos de referência histórico-cultural. É ainda descrita como uma cidade mágica, onde tudo existe, tudo acontece, tudo é possível e é única. Logo, justifica-se o facto de os aviões entrecruzarem-se, produzindo uma multiplicidade de sons, nos céus, que nos remete à Quinta Sinfonia de Ludwig Van Beethoven.
Diz-se igualmente que os ingleses são um povo simpático e tolerante: fazem a sua vida e não se metem na do próximo. Ironiza a investigação feita que Londres deve ser a única cidade do Mundo em que se decidir sair para a rua de pijama, pantufas e touca de dormir à antiga, ninguém olha, ninguém repara...
Entretanto, é uma missão (quase) impossível não reparar para o investimento na indústria do transporte aéreo pela Etiópia, ainda que não influenciados pelo filme de Brian De Palma e Tom Cruise como o protagonista Ethan Hunt. Foi em 1996 considerado como a terceira maior bilheteria do ano (atrás de Independence Day e Twister), com US$ 457.7 milhões mundialmente.
Lê-se que, sendo um país pobre, aproximadamente 80% da população sobrevive da agricultura, tida como a espinha dorsal da economia etíope, respondendo por cerca de 90% do PIB, a Etiópia é atirada entre as mais atrasadas do mundo.
Entretanto, a sua área de transportes desenvolveu-se rapidamente. A Etiópia reserva para o setor cerca de 10% do seu PIB, o que é uma das maiores acções do PIB destinada ao desenvolvimento de infra-estruturas no continente berço.
O transporte aéreo é sustentado principalmente pela Ethiopian Airlines, uma das principais empresas fornecedoras de transporte aéreo em África. Há voos regulares de Addis Abeba para outros países africanos, Europa, Ásia e continente americano.
O principal terminal aéreo do país é o Aeroporto Internacional Bole e está em Addis Abeba. É um dos três principais do continente e o quinto com maior movimentação de passageiros em África. O país possui um total de 57 aeroportos, conforme dados de 2013, 30 dos quais são usados regularmente e, na maioria dos casos, para o serviço doméstico.
Em 2014, Ethiopian Airlines transportou seis milhões de passageiros e 187.000 toneladas de carga. Esta cifra tem crescido a julgar pelo número de descolagens para todo o mundo tendo Addis Abeba como ponto de escala.
A frota é de luxo e composta por aviões mais recentes fabricados, quer pela Boeing, quer pela Airbus. Há quem mesmo considere que o investimento feito foi de tal ordem que hoje a Etiópia tem a sua como uma companhia de bandeira na verdadeira acepção. As receitas justificam a qualidade de serviço e a aposta feita por um país que, exagero nosso mas oportuno: “não tem onde cair morto”.

A NOSSA COMPANHIA “DÁ BANDEIRA”

Big Ben, o conhecido “relógio” do Parlamento Britânico, é famoso pela sua torre e pelo seu sino, que pesa umas impressionantes 13 toneladas. A TAAG, a companhia aérea angolana, transporta um dos nossos principais símbolos: a Palanca Negra. Também é o nome da nossa selecção de Futebol, que este Domingo, em Luanda, vai jogar com a sua congénere do Botswana.
O “11” nacional parece ter muito ainda que provar relativamente ao valor do símbolo que exibe. Sobre a TAAG, os factos falam por si. Só para citar um exemplo, da equipa de jornalistas que esteve em formação na China, os santomenses efectuaram duas escalas para chegar ao seu país. A última foi em Luanda depois de, pela Ethiopian, partirem para a capital angolana.
A verdade é que alguns dos seus integrantes alegam terem tido as suas bagagens vandalizadas e subtraídos alguns pertences importantes. Dizem não terem participado mas que carregaram mágoas pelo sucedido. Logo, tal pressupõe que a questão segurança ainda é instável. Sendo assim, belisca a condição de estarmos ao nível das melhores africanas.
No levantamento feito, uma nota de 24 de Setembro de 2013, tendo como fonte a TPA, dizia que, na altura, “A partir de agora a TAAG vai voar duas vezes por semana para Pequim”. E acrescentava, “a TAAG já aceitou o desafio, uma vez que do gigante asiático vêm informações de que o ritmo da cooperação comercial entre Angola e a China impõe o aumento da frequência de voos entre os dois países.
Pelos dados existentes, foi no dia 12 de Novembro de 2008 que saiu a informação do novo serviço da companhia para Pequim (Beijing). Iniciou com uma frequência semanal que já chegou a sair às 3h15 da madrugada. Subiu mais tarde para duas. Dizia a nota da TAAG que, justificando a razão: “É que já são mais de duzentos passageiros entre angolanos e chineses em cada viagem para china e vice-versa, o que justifica o aumento de voos da transportadora aérea angolana TAAG para mais uma frequência por semana”.
Como, para nós, o sentido parece ser o regressivo, contrastando com o “estamos sempre a subir”, a verdade é que de duas passou para nenhuma.
Hoje, quem a partir de Luanda quer chegar ao gigante asiático tem de se fazer transportar pelos confortáveis voos da Ethiopian, ou uma outra operadora.
Da capital angolana para Addis Abeba são 4 horas de voo, mais dez até Beijing (China). Para muitos, cansativo de mais, principalmente os que têm fobia por avião.
De resto, quem gosta de estar no “paraíso”, vive “à grande e à francesa”, a bordo destas aeronaves, um pouco fazendo lembrar o modo luxuoso como vivia o general francês Junot e os seus acompanhantes em Lisboa. Claro, aí está, não deixando de evidenciar o atendimento simpático das lindas etíopes assistentes de bordo.
Como não há bela sem senão, no Aeroporto Internacional de Bole há várias lojas com muitas opções de compras. Desde relógios suíços a peças valiosas da cultura africana. Não fosse Haile Selassie uma figura emblemática do continente berço da humanidade. Quem precisar de comer antes de tomar o voo de ligação, prepare-se que pode pagar até 27 dólares por uma refeição.
Enquanto se aguarda pelo seu voo, pode manter-se ligado ao Wi-Fi gratuito nos seus dispositivos pessoais e aproveitar baixar o VPN para usar oficiosamente a Google.
Seja como for, o diálogo é ininterrupto com o telemóvel. Como retrata a foto, no metro da linha que vai dar ao Centro comercial da Seda. Pelo smartfhone pode-se pagar a conta. Incluindo um café, se for o caso. Na China, a vida resolve-se num clique.