A actividade económica, no período de 2013 a 2016, desacelerou de tal forma que, de acordo com os dados oficiais, a taxa de crescimento do PIB real passou de 6,8 por cento em 2013 para 0,1 em 2016. No exercício económico de 2017, o OGE prevê uma taxa de crescimento real do PIB de 2,1 por cento, sendo 1,6 para o sector não petrolífero e 0,6 para o petrolífero.
No discurso sobre o Estado da Nação, o Presidente disse que, desde 2012, Angola passou a apresentar taxas de inflação acumuladas anuais de um só dígito. Contudo, como consequência da crise económica e financeira que o país vive, tem-se registado um aumento do nível geral de preços na economia, com consequências negativas para a vida das populações. Nesse sentido, connforme o mais alto dignitário do Estado angolano, em 2016, a taxa de inflação acumulada foi de 42 por cento e para o corrente ano prevê-se
uma taxa ao redor dos 22,9.
“Estamos a viver, portanto, uma situação de baixo crescimento económico associada a taxas altas de variação do nível geral de preços na economia”, disse.
Por outro lado, fez saber que as contas fiscais foram negativamente influenciadas pelos baixos preços do petróleo nos mercados internacionais. Entre 2013 e 2016, as receitas totais registaram uma queda acumulada de 40 por cento, apesar das receitas não petrolíferas terem aumentado 27, pois as receitas petrolíferas registaram uma perda mais acentuada, em torno de 70 por cento. Nesse período, a despesa total observou uma queda acumulada de 29 por cento, em decorrência da menor disponibilidade de receitas fiscais, com particular incidência para os investimentos públicos que observaram uma queda de quase 55.
Na ocasião foi dito que a consolidação orçamental, levada a cabo nos últimos anos, contribuiu imenso para que não houvesse uma explosão do défice. De facto, o saldo fiscal na óptica de compromisso em percentagem do PIB passou de um superávite de 0,3 por cento em 2013, para sucessivos défices de 6,6; 2,1; 2,2 e 0,9 em 2014, 2015, 2016 e II Trimestre de 2017.