A qualidade do serviço prestado pelas empresas públicas é apontada como razão para o não pagamento da contrapartida exigida aos cidadãos.
O JE foi ouvir os citadinos para avaliar o seu grau de satisfação no que respeita aos serviços de água, luz e lixo, prestados pela Ende, Epal e várias operadoras de lixo, entre pública e privadas. Ficou claro haver uma insatisfação com o abastecimento de água e o pagamento da taxa de lixo.
Segundo o bancário Agostinho Wango, nos últimos anos, vários investimentos têm sido feitos no sector das águas e energia. Para ele, notam-se melhorias no fornecimento da energia, mas ainda, assim, os níveis de cobertura em abastecimento de água e saneamento deixam a desejar.
“Estamos a registar melhorias consideráveis no fornecimento de energia eléctrica, fruto da sincronização da segunda central da barragem do Cambambe. Esperamos que continue assim”, afirmou.
Já o formador José da Rosa, o Governo deve prestar serviços com qualidade para que o cidadão se sinta satisfeito para poder pagar o que consome.
De acordo com o formador, há necessidade de manter-se a cidade limpa e iluminada, acção essa associada à redução das doenças do elevado índice de mortalidade e baixa dos acidentes nas vias públicas.
No que toca ao abastecimento de água, José da Rosa é de opinião que se deve investir mais no sector, porque este é um bem precioso e muito importante para o ser humano.
Por seu lado, Mário Vasconcelos disse que os valores que paga ao Estado não se reflecte aos serviços prestados pelas empresas. Para ele, as irregularidades no abastecimento de água e a falta de acesso à rede pública leva a população a procurar fontes alternativas e nem sempre as mais favoráveis como, por exemplo, o abastecimento através de cisternas.
Já o pastor Lúcio Mutunga disse que a água que se consome em Luanda é péssima e prejudicial à saúde. No que tange à energia, há uma melhoria com a introduçãop do sistema pré-pago.
Quanto ao pagamento do lixo em comparação ao da cobrança da água e da energia eléctrica, devem constar do estudo social que carece este projecto para que o programa possa ser exequível a todos os níveis.
Para a funcionária pública Antonieta Filipe, a energia eléctrica na zona em que vive melhorou bastante. Dá até vontade de pagar, diz. “No que diz respeito ao precioso líquido, a população das áreas urbanas tem acesso a água canalizada, mas devido ao mau estado da rede, os cortes e falhas no abastecimento são frequentes”.
“O Governo deve investir mais neste sector como se fez no da rede de distribuição de energia, para que possamos pagar este imposto e contribuir nas receitas do país”, concluiu.
A recepcionista Júlia Capita, por sua vez, disse que a energia é estável na zona em que vive, diferente da água que nunca viu a jorrar pelas torneiras.
“Espero que o Governo invista mais na oferta de água”,disse.