Na estrutura da empresa de telefonia de direito angolano cada accionista (Sonangol, Geni, Vidatel e a PT Ventures) controla 25 por cento. Os lucros e dividendos respeitam à proporção das acções detidas por cada um.
A verdade é que até à próxima Assembleia-geral, marcada para Março, no seio da empresa muitas batalhas estão por travar com a accionista PT Ventures a interpor recurso junto do Tribunal Provincial de Luanda a solicitar a nomeação de um administrador judicial sem consentimento dos demais accionistas.
Em causa está a reclamação de dividendos que a Unitel diz ter disponível, mas em kwanzas e a parte brasileira nega, exigindo a contrapartida em divisas.
Num extenso comunicado de imprensa que fez sair esta semana, a operadora angolana diz não entender os fundamentos do parceiro (accionista) estrangeiro e que só pode tratar-se de uma perseguição para o controlo da operadora ou tentativa de extorsão, pela venda inflaccionada, da parte luso-brasileira na sociedade.

O fundo da “maka”
A PT Ventures, uma subsidiária da brasileira Oi, que possui 25 por cento do capital da Unitel, solicitou que o tribunal tome uma medida, para pressionar a Unitel a indicar um administrador judicial, sem audição prévia da companhia e sem aviso ou consentimento dos outros três accionistas que representam 75 por cento do capital.