As escassas divisas disponíveis na banca terão de deixar de beneficiar apenas um grupo reduzido de empresas e priorizar os grandes importadores de bens de consumo e de matérias-primas e equipamentos, uma vez serem estes os que garantem o fomento da produção nacional.
Esta perspectiva, que foi avançada no discurso do Presidente João Lourenço, visa impedir que a venda directa de divisas seja uma forma encapotada de exportação de capitais sem o correspondente benefício para o país.
“A mudança da estrutura de financiamento da economia tem de ser efectiva, de modo a que as nossas metas em termos de criação de novos empregos sejam plenamente alcançadas”, lê-se.
Sobre as taxas de câmbio nominais dos mercados primário, secundário e informal notou-se que estas depreciaram-se 70; 71 e 261 por cento, respectivamente.
Esta depreciação considerável da taxa de câmbio do mercado informal, segundo os dados do Executivo, que tem um grande impacto sobre as expectativas dos agentes económicos têm de ser vistas de forma mais efectiva, pois uma parte das transacções cambiais ocorre neste mercado.
Para o Executivo, o diferencial entre os mercados primário e informal de divisas é bastante significativo e levou a uma segmentação do mercado cambial, cujas consequências mais importantes são a pressão sobre as finanças públicas , a balança de pagamentos e o seu efeito negativo no crescimento do sector produtivo nacional.