As estimativas de 2012 indicam que os fundos soberanos (FS) tinham activos no valor de 5,3 triliões de dólares (cerca de 509 triliões de kwanzas), 80 por cento dos quais nos países em desenvolvimento. Neste mesmo período, calculou-se a existência de 73 fundos, sendo que um total de 21 países ponderava até esta altura a sua criação.

Desempenho de 2009
Os indicadores referentes ao ano de 2009 apontam que o segmento dos hidrocarbonetos, designadamente óleo & gás com 60 por cento, liderou a captação de fundos soberanos (FS) por origem de recursos, ao passo que na constituição por região foi a Ásia com 38 por cento quem liderou.

Conforme referenciado no gráfico ao lado, o Médio Oriente com 37 por cento surge como região potencial, a justificar a abundância de petróleo e de outros recursos de grande exportação, seguindo-se-lhe a Europa com 18 por cento, África com três, América com dois e outras regiões, igualmente com dois por cento, surgem como referências iniciais na constituição dos FS.

Equilíbrio em 2010
Numa avaliação comparativa dos indicadores, no ano de 2010, provavelmente impulsionado pela forma como a crise financeira internacional afectou o preço das commodities e reduziu as exportações petrolíferas, o sector não petrolífero conseguiu ganhar dois pontos percentuais na constituição dos activos dos fundos soberanos (FS) por origem de recursos.

Por aqui, pode notar-se uma certa valorização de outras matérias-primas transaccionáveis no circuito internacional como fonte de receitas e de geração de excedentes para investimentos.

Se por um lado, em 2010, a Ásia ganhou dois pontos percentuais em relação a 2009, a Europa perdeu um, o Médio Oriente dois. A África manteve-se com três por cento, a América com dois, e as outras regiões, mantiveram o percentual igualmente com dois.

Investimento directo
No que diz respeito ao investimento directo estrangeiro (IDE) por fundo soberano, os valores acumulados por região colocam a União Europeia com 42,9 por cento como quem mais investiu. Seguem-se-lhe os Estados Unidos com 14,3.

Por sector, as finanças aparecem com 16,8 por cento, o que justifica o posicionamento das finanças internacionais como o principal motor do desenvolvimento e afectação de recursos para os grandes projectos.

Sugundo o relatório “World Investiment Report” de 2013, os valores acumulados do investimento directo estrangeiro (IDE) por FS são de 127,4 mil milhões de dólares (12,2 triliões de kwanzas).