De acordo com dados divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores, Angola continua a ter boas relações com os seus parceiros habituais e mantém os compromissos nas relações internacionais com disposição para empréstimos financeiros disponibilizados pelos princípais bancos. O foco está na construção e reabilitação de infra-estruturas destruídas durante o conflito armado.

Portugal

Os laços históricos e culturais entre os dois países mantém Portugal como o principal parceiro comercial de Angola. As empresas portuguesas têm uma forte presença nos sectores da construção e da banca, o que torna aquele país como sendo, igualmente, um importante exportador de produtos alimentares e bebidas. Angola tornou também um dos principais investidores em Portugal, com actividades que vão desde a energia às telecomunicações e a banca.
Em 2016, Portugal exportou 1,5 mil milhões de euros para Angola, o que representa uma quebra de 28,4 por cento face ao ano anterior. Uma contracção que se seguiu a uma quebra de 33,9 por cento registada em 2015. Isso significa que, em apenas dois anos, o valor das exportações portuguesas de mercadorias para Angola caiu para menos de metade.

EUA

O sector da energia está no centro das relações Angola - Estados Unidos e sublinham a importância estratégica do petróleo angolano para a política de segurança energética dos EUA. O Ex-ImBank norte-americano dispõe de uma linha de crédito de apoio às exportações daquele país para Angola.
Já a Câmara de Comércio Estados Unidos-Angola tem se dedicado à promoção do comércio e investimento entre os dois países, cujas trocas comerciais vem apresentando quebras, tendo as exportações angolanas recuado de 16 mil milhões nos últimos seis anos para 2,8 mil milhões de dólares em 2015. Os EUA mantiveram-se sempre na fasquia dos dois mil milhões de dólares, sendo que em 2015 as vendas de Angola para aquele país cifrara-se em 2,1 mil milhões.

Brasil

O Brasil tem três linhas de crédito com Angola para o financiamento da exportação de bens e serviços avaliada em perto de três mil milhões de dólares norte-americanos. Existe uma pequena, mas evidente comunidade de cidadãos em Angola estimada em cinco mil brasileiros registados. Por outro lado, a Embaixada do Brasil em Luanda processa 500 vistos por semana para angolanos que desejam visitar aquele país. As trocas comerciais entre Angola e Brasil totalizaram 2,3 mil milhões em 2014, segundo dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Reino Unido

Angola é considerada de importância estratégica para as necessidades energéticas britânicas e o Reino Unido tem procurado reforçar as relações bilaterais. Para os próximos anos, perspectiva-se um aumento das transacções, tendo em consideração o novo posicionamento da economia no pós-Brexit, perspectivando-se o reforço da cooperação nos sectores agrícola, energético e hidroeléctrico firmado em Fevereiro do ano corrente.
As relações de comércio entre os dois Estados fixaram-se em 1,78 mil milhões de dólares em 2015, superiores em 1,5 por cento ao montante de 1,76 mil milhões registado no ano anterior.

África do Sul

Ambos os países assinaram diversos acordos comerciais que incluíam a cooperação no sector petrolífero, para permitir à companhia petrolífera estatal sul-africana Petrosa e à angolana Sonangol trabalharem conjuntamente em projectos petrolíferos nas áreas de exploração, refinaria e distribuição de petróleo. O sector mineiro angolano é também de interesse para as companhias mineiras sul-africanas. As trocas comerciais com a África do Sul caíram para 2,4 mil milhões em 2016, uma redução de 75 por cento.

França

Depois de um período conturbado entre funcionários governamentais franceses e angolanos, actualmente a relação entre os dois países tende encaminhar-se para um bom momento. Existem cerca de 70 empresas francesas a operar em Luanda e cerca de dois mil e 500 cidadãos franceses a trabalhar em Angola. As trocas comerciais entre Angola e a França cifraram-se nos mil milhões de dólares em 2016, uma diminuição de 50 por cento.
O envolvimento da Total nas águas profundas e ultra-profundas da Bacia do Kwanza significará um investimento na ordem dos 2 a 3 mil milhões de dólares americanos/ano.
As empresas francesas estão, igualmente, presentes no sector não-petrolífero. A Castel, que permaneceu em Angola durante a guerra, é um dos accionistas maioritários da Companhia de Bebidas de Bom Jesus (Cobeje).

Outros países

Diversas empresas alemãs trabalham, investem e financiam, actualmente, vários projectos em Angola. Em 2012, foi criada uma Comissão Bilateral de Cooperação entre Angola e Alemanha com o propósito de rever a cooperação existente e identificar outras áreas de Cooperação. Angola também coopera com a Espanha, sendo para efeito, o segundo maior fornecedor africano de petróleo, depois da Nigéria e exporta produtos manufacturados, maquinaria, ferramentas e bens agroindustriais para Angola.