A possibilidade de Angola aderir à Commonwealth foi primeiro admitida pelo Presidente João Lourenço, quando muito recentemente falava, numa entrevista concedida à Euronews, no âmbito da sua primeira visita oficial a França.
João Lourenço, na ocasião, recordou que, a exemplo do que se passa com Moçambique, “que está ali encravado entre países anglófonos e acabou por aderir à Commonwealth, também Angola está cercada, não por países lusófonos, mas por países francófonos e anglófonos”. Disse o Presidente, “portanto, não se admirem que daqui a uns dias estejamos a pedir a adesão à Commonwealth”, sublinhou.
Angola, à semelhança de Moçambique, é um país da lusofonia fruto da colonização portuguesa. É actualmente membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização também integrada por Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal, Brasil e Timor-Leste.

A Família Commonwealth

A Commonwealth of Nations (em português: Comunidade das Nações), normalmente referida como Commonwealth e anteriormente conhecida como a Commonwealth britânica, é uma organização intergovernamental composta por 53 países membros independentes. Todas as nações membros da organização, com exceção de Moçambique (antiga colónia do Império Português), Rwanda (antiga colónia do Império Belga) e Namíbia (antiga colónia do Império Alemão), faziam parte do Império Britânico, do qual se desenvolveram.
Os Estados-membros cooperam num quadro de valores e objectivos comuns, conforme descrito na Declaração de Singapura. Estes incluem a promoção da democracia, direitos humanos, boa governança, Estado de Direito, liberdade individual, igualitarismo, livre comércio, multilateralismo e a paz mundial. A Commonwealth não é uma união política, mas uma organização intergovernamental através da qual os países com diversas origens sociais, políticas e económicas são considerados como iguais em status.