Os ministros da Economia Abrahão Gourgel e da Agricultura Afonso Pedro Canga consideram o fórum de negócios Angola-Japão, que decorreu esta semana, em Luanda, uma oportunidade de negócios para criar parcerias sólidas com vista a dinamizar a economia do país.


No entender do ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, há um maior interesse dos japoneses no sector a julgar pelas condições climáticas do país, aliadas à necessidade de dinamizar a produção interna a fim de tornar o país auto-sustentável.

O titular da pasta da Agricultura sublinhou que o Executivo tem vindo a apostar na recuperação das infra-estruturas de base para dinamizar o sector.

Entre as prioridades na cooperação com os japoneses o ministro apontou a produção de cereais, carne de frango, indústria transformadora e equipamentos agrários.

Pedro Canga lembrou que o Japão já financia projectos no país, com indicadores bastante animadores, na investigação, experimentação e produção de arroz que está em curso, envolvendo, deste modo, tecnologia e investigação japonesa.

Empregos
Por seu turno, o ministro da Economia Abrahão Gourgel afirmou que o Executivo estima a criação de 41.000 postos de trabalho directos nos próximos três anos, através de 36 projectos de investimento privado, no âmbito do programa de aceleração da diversificação da economia nacional.

Na sua apresentação sobre as “facilidades financeiras, incentivos fiscais e apoio as parcerias empresariais”, realçou aos presentes que o processo de diversificação da economia nacional já se iniciou, mas ainda “não estamos satisfeitos com o ritmo alcançado”.

De acordo com Abrahão Gourgel, o total dos investimentos privados que se inserem no programa de aceleração da diversificação da economia, com projectos privados já programados e outros novos, ascende a 22,7 mil milhões de dólares (2,3 triliões de kwanzas).

O governante clarificou que neste processo da diversificação o peso da agricultura no Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, entre 2012 e 2014, de sete para 12 por cento, enquanto o sector dos serviços passou de 22 para 27, no mesmo período.

Plataformas logísticas
Neste particular, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, afirmou que a problemática dos transportes e da logística é uma das áreas prioritárias do programa do Executivo em prol do crescimento e desenvolvimento sustentável em termos económicos e sociais.

O ministro, que apresentou durante o certame “As oportunidades de investimento no sector dos transportes e logística”, realçou que devem ser criadas condições para concretizar os grandes objectivos estratégicos para a primeira metade do presente século.

Sublinhou que um dos estímulos mais importantes que pode ser oferecido aos operadores económicos e investidores é a construção de uma rede nacional de plataformas logísticas, abrangente em termos territoriais e devidamente articulada com a rede de transportes.

Plano energético 2025
Por seu turno, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, apresentou aos investidores japoneses o Plano de Segurança Energético 2025, no qual foram definidas objectivos e metas concretas.

O ministro referiu que este plano assenta em três pilares, nomeadamente, o de assegurar o aumento da capacidade de produção de energia eléctrica, aumentar a competitividade da indústria bem como a sustentabilidade, no sentido de duplicar a taxa de acesso à electricidade.

“Neste âmbito, ficou decidido aumentar a capacidade de produção de energia dos 2.000 megawatt para os 9.500”, precisou. Revelou ainda que o portfólio para os projectos ligados a este sector estão avaliados em 23 mil milhões de dólares, dos quais 12 mil milhões constam dos projectos já identificados e alguns deles em curso.