As bases para investir seriamente na agricultura e na indústria transformadora, por serem os sectores que permitem gerar riqueza e também empregos estáveis indutores do bem-estar das famílias, começaram a ser lançadas, durante o primeiro ano de mandato do novo Executivo.
Há pouco menos de um ano, o Presidente da República, João Lourenço, presidia à abertura do ano agrícola 2017-2018, no município do Cachiungo, província do Huambo.
Durante o acto, foi destacado alguns objectivos que o Executivo pretende alcançar no domínio da produção agro-pecuária, tendo como foco aumentar a produção de produtos alimentares que integram a cesta básica, quer em explorações agrícolas familiares como empresarias.
A estratégia do Ministério da Agricultura e Florestas vai se incidir na redução dos preços dos fertilizantes, um dos primeiros pilares do ano, conjugado com a introdução de sementes melhoradas e a correcção de solos, medida que poderá leva ao aumento da produção de cereais, principalmente na região central.

Aumentar a produção
O Governo prevê aumentar a produção de culturas industriais e de rendimento, bem como apoiar a produção agrícola familiar, através do aumento da disponibilidade e melhoria do acesso aos factores de produção e do aumento da capacidade dos serviços de extensão e de desenvolvimento rural.
Tendo em conta os resultados alcançados com o processo de correcção dos solos com calcário dolomítico, o projecto será expandido para mais regiões do país.
A implementação das “Caixas Comunitárias” como factor inductor do desenvolvimento rural deverá ser implementada de forma gradual e em função da capacidade organizativa das comunidades.
Durante este ano, foi dada a continuidade ao fomento da produção do café, palmar e cacau através da metodologia utilizada no projecto piloto de Cabinda. O sector deu atenção especial ao fomento na actividade apícola e a sua expansão para outras partes do território nacional.
Quanto ao segmento da exploração da madeira, foi aprovado um novo regulamento florestal.
Neste particular, as concessões florestais passam a ser atribuídas às empresas requerentes que dão provas de capacidade técnica para execução dos projectos de reflorestamento.
Resgate
Por razões de interesse público, o Chefe de Estado, determinou, recentemente, o “resgate”, a favor do Estado, das concessões dos projectos de desenvolvimento agro-pecuários de sociedades agro-pecuárias, que revertem assim para a titularidade e gestão do Estado.
Segundo um comunicado da Casa Civil do Presidente da República, o plano abrange o projecto agro-Industrial da fazenda do Longa, na província do Cuando Cubango, projecto de Desenvolvimento Agrícola de Camaiangala (Moxico), de produção de Milho e Soja (Zaire), de Desenvolvimento Agro-Pecuario do Manquete (Cunene), de Produção de Milho e Tilápia (Bié) e de Desenvolvimento Agrícola de Sanza Pombo (Uíge).
Por outro lado, o Presidente da República autorizou a abertura de um concurso público internacional para a privatização dos seis empreendimentos agro-industriais resgatados, a entidades dotadas de capacidade técnica e financeira.