O Ministério da Agricultura e Florestas está a trabalhar com vários intervenientes do sector para a definição de estratégias que possam contribuir para reduzir ao máximo, a estrutura de custos, considerada ainda muito alta.
Durante a palestra sobre as medidas de apoio ao aumento da produção nacional, realizada em Luanda, o titular da pasta, Marcos Nhunga, anunciou uma boa nova, sendo que dentro de um a dois meses será aprovado o subsídio dos combustíveis para o Sector da Agricultura e Florestas, numa altura em que, actualmente, os combustíveis têm um peso na estrutura de produção e custo entre 20 e 25 por cento, seguido dos fertilizantes.
“Dentro de um a dois meses, será aprovado o subsídio dos combustíveis para o sector agrícola, medida que vai atenuar a estrutura de custos”, anunciou, depois de frisar que com esta medida o sector será cada vez mais competitivo.
Foi aprovada a estratégia para o aumento da oferta de insumos e imputes agrícolas que permitiram baixar consideravelmente os preços no mercado nacional, aumentar a produtividade
e a produção agrícola.
O ministro destacou a observância de se resolverem os pressupostos fundamentais ligados aos factores de produção, com realce para as sementes, fertilizantes, pesticidas, vacinas, medicamentos, linhas de montagem de tractores, charruas de tracção e sistemas de rega.

Reestruturação do crédito
No domínio das reformas em curso no sector, o ministro frisou a reestruturação do crédito agrícola, tanto para a classe empresarial como para o sector da agricultura familiar.
“Uma agricultura que tem que pagar uma taxa de 10 a 12 por cento não funciona. Isto não existe em nenhuma parte do mundo. A agricultura tem que pagar taxas muito baixas, porque o reembolso leva sempre muito tempo, sendo no mínimo quatro a cinco anos”, precisou.
A investigação agrária, a conclusão da implantação de seis centros de investigação agrária, constam entre as prioridades, tendo sublinhado que o segmento da agricultura familiar, através do programa de extensão e desenvolvimento rural no quadro dos Projectos de Financiamento Externo (MOSAP I e II, SAMAP) assiste 1.042.355 famílias.
Este ano, o Executivo angolano prevê promover com o sector privado a introdução de 80 brigadas de mecanização, medida que vai criar um impacto muito grande, principalmente na agricultura familiar.
Ainda no quadro da estratégia do fomento da pecuária, Marcos Nhunga anunciou que o país contará nos próximos anos, com a introdução de 300 mil cabeças de gado, sendo que neste projecto, o Governo contará com a parceria dos privados.  

Bons resultados
Com o novo regulamento florestal, o país prevê a construção de seis entrepostos de produtos florestais nas províncias do Bengo, Benguela, Cabinda, Cuando Cubango, Luanda e Moxico.
Desde Setembro de 2018, o país exportou mais de 40 mil metros cúbicos de madeira, resultando na arrecadação de 19 milhões de dólares.