Garantir ao agricultor uma receita mínima por hectare acima do seu custo de produção e permitir que a sua estrutura de custos baixe para assegurar a sustentabilidade e viabilidade do negócio, são os anseios dos grandes produtores nacionais.
Baseando-se num estudo sobre “a produção agrícola em Angola”, elaborado pela Associação Agro-pecuária de Angola (AAPA) onde estão agrupados os grandes produtores como a Fazenda Santo António e Novagrolíder, os criadores sugerem a redução no preço do gasóleo em 40 por cento, validar os beneficiários e instituir-se um cartão do gasóleo agrícola.
Os homens do campo dizem que a promoção da agricultura e o reforço da segurança alimentar no país passam pelo incentivo à produção nacional, valorizar os recursos endógenos, reforçar os rendimentos dos produtores, assim como promover a competitividade em toda a cadeia alimentar.
O estudo aconselha igualmente à diversificação da oferta aos consumidores e a redução do défice e dependência alimentar, tendentes a atingir maior nível de segurança alimentar no país.
Para o alcance da meta, os promotores do informe sugerem uma maior clarificação das políticas agrícolas, instrumento crucial para o aumento da produtividade agrícola, abastecimento estável de alimentos a preços mais acessíveis e a garantia do nível de vida aceitável para os agricultores.
Sobre as políticas agrícolas, colocam-se vários desafios entre os quais o subsídio ao gasóleo agrícola para que o agricultor possa ter apoio directo no preço do combustível, isto é, após o manifesto de todos os equipamentos e após candidatura. O referido subsídio é aplicado nas actividades agrícolas, pecuárias e florestais. Os cálculos aos plafonds devem ser feitos através do tipo e potência das máquinas e equipamentos (tractores e máquinas agrícolas, motores fixos para bombagem ou conjuntos agro-industriais).

Medidas
Um outro mecanismo apresentado no estudo é o apoio directo ao agricultor em que far-se-á o pagamento directo dos beneficiários em função do número de hectares cultivados.
Para receberem ajudas, os produtores aconselham que os interessados apresentem anualmente um pedido no qual declarem todas as parcelas a cultivar. Outra medida é o pagamento a jovens agricultores para atrai-lo ao mundo rural.
Quanto às medidas de mercado, o estudo revela que deve ser canalizado apoio a organizações de produtores e interprofissionais, além do estabelecimento de quotas tarifárias.
Por último, apelam à criação de programas de desenvolvimento rural voltado para a promoção económica das zonas rurais. Sugerem igualmente que se faça uma intervenção a nível da política fiscal, com a redução dos direitos aduaneiros à importação de sementes, fertilizantes e pesticidas, assim como o agravamento da taxa alfandegárias da farinha de milho e aumemto ou manutenção dos direitos aduaneiros de milho, arroz, feijão e soja.