Os 1,4 milhões de barris/dia de petróleo produzidos em média por Angola no mês de Julho foram insuficientes para superar a concorrente africana Nigéria, que no período em referência ficou com 1,6 milhões de barris. Face a estes números, além da segunda posição em África, Angola é a sexta maior produtora de petróleo da Opep. Caso o Governo e as empresas concretizem os programas virados à indústria petrolífera e se atinja os 1,7 milhões de barrís, Angola passa maior produtor africano e sobe no ranking da Opep.
Os dados da produção mundial foram publicados no mais recente relatório sobre os mercados petrolíferos da Organização de Países de Produtores de Petróleo (OPEP) a que teve o JE acesso.
No mês de Julho, a Opep garantiu ao todo 32,3 milhões de barris de petróleo/dia. A Arábia Saudita com 10,3 milhões de barris é ainda o maior produtor do Cartel, que no próximo dia 14 de Setembro celebra os 58 anos da sua fundação. Entre os 16 membros, Angola produz 1,4 milhões, superada na ordem ascedente pela Nigéria (quinta) com 1,6 milhões; Kuwait (quarta) com 2,7 milhões; Emirados Árabes Unidos (terceira) com 2,9 milhões e Irão com 3,7milhões na segunda posição.No top 10 surgem ainda a Venezuela com uma oferta diária de 1,2 milhões na sétima posição, Argélia, surge na oitava, com 1,0 milhão de barrís/dia, A Líbia é nona com 664 mil barrís/dia e na décima posição surge o Qatar com 616 mil
barrís/dia, respectivamente.

Peso menor para África
De acordo com os dados divulgados pela Opep baseados em fontes terceiras, mas que são coincidentes em muitos pontos com os recebidos directamente de fonters primárias, Angola em Junho registou uma produção diária de 1,4 milhões, contra os 1,5 milhões de barrís/dia registados em Maio. No global, a Opep expõe que Angola, em 2017, registou uma média diária de 1,6 milhões de barrís, enquanto que em 2016 a média fixou-se nos 1,7 milhões. Com isso, o peso de África continua a ser ainda menor no grupo.
Em face aos preços registados no período, estima-se que a receita diária angolana com a venda de petróleo tenha sido de 108 milhões de dólares. Já a produção global da Opep mobilizou um montante diário de 2,4 mil milhões de dólares.
No cômputo global, é provável que a receita petrolífera nacional esteja nos patamares de 3,2 mil milhões de dólares no mês.
Em 2018, está previsto que o crescimento da demanda de petróleo aumente 1,64 mb/d, 20 tb/d. Para 2019, a demanda mundial por petróleo deve crescer 1,43 mb/d, também cerca de 20 tb/d abaixo da avaliação do mês passado. O consumo total mundial está previsto para atingir 100,26 mb/d.