A República de Angola tem um total de 9 tipos de crude cotados internacionalmente, de acordo com as características padrão em crude intermédio (Cabinda Blend, Dália, Girassol, Hungo e Kissanje Blend), crude pesado (Kuito) e crude leve (Nemba, Palanca Blend e Xicomba).

Crude Intermédio
Cabinda Blend: crude de viscosidade média e com pouco enxofre (32.0o API e 0.12 por cento de enxofre), cuja maior parte da produção é exportada para a China.
Dália: crude semi-viscoso e doce (23.65º API e 0.49 por cento de enxofre), meio-ácido (1.56mg KOH/g).
Girassol: crude com viscosidade média e teor enxofre baixo (API 30.8º e 0.34 por cento de enxofre). É constituído pelos campos girassol e jasmim.
Hungo: crude intermédio e semi-doce (28.5º API e 0.71 por cento de enxofre). Este crude engloba os campos Hungo e Chocalho no Bloco 15.
Kissanje Blend: crude intermédio e doce (28.2º API e 0.44 por cento de enxofre).
Crude pesado
Kuito: crude pesado e semi-doce (19º API e 0.68 por cento de enxofre), com muito ácido (2.1 mg KOH/g). Produzido no Bloco 14.
Crude leve
Nemba: crude leve e doce (38.7º API e 0.19 por cento de enxofre) oriundo do Bloco 0 sito no offshore de Malongo, Cabinda.
Palanca blend: crude leve e doce (37.2º API e 0.18 por cento de enxofre), produzido em 5 concessões.
Xicomba: crude com bastante fluidez e doce (34.8º API e 0.39 por cento de enxofre) produzido no Bloco 15. Exportado na totalidade para os E.U.A.
O Cabinda Blend é o padrão comparativo para o petróleo bruto angolano, sendo esta a referência nos mercados internacionais.

Referências internacionais
De acordo com o uso final do crude nos distintos mercados, o preço do petróleo bruto para um determinado mercado é fixado com relação as cotações de determinadas ramas de referência, como Brent Blend (petróleo do Mar do Norte), que é a referência de preço no mercado europeu, para a maior parte das ramas leves e doces produzidas em África, parte do Médio Oriente, Mar do Norte, Mar Mediterrâneo, Mar Cáspio e Rússia.
Inclui-se o WTI (West Texas Intermediate), a referência do mercado americano para as ramas leves e doces produzidas nos EUA, América do Sul, parte da África Ocidental, Mar do Norte, Extremo e Médio Orientes, o ANS (Alaskan North Slope), a referência no mercado americano para as ramas intermédias e amargas oriundas dos EUA, América do Sul e parte do Médio Oriente, o DUBAI e DUBAI/OMAN (referência de venda no mercado Ásia- Pacífico para o crude amargo proveniente do Extremo Oriente e para ramas mais leves e doces do Médio Oriente) e TAPIS (referência no mercado Ásia-Pacífico para as ramas doces do Extremo Oriente.

O preço do crude angolano
Com base no padrão europeu (petróleo Brent) o crude oriundo dos campos Nemba e Palanca é vendido a prémio (muito caro), enquanto o crude proveniente dos campos Kuito e Cabinda é vendido a um preço mais baixo. Por ser próprio para produção de óleo combustível, grandes quantidades do petróleo do Poço Cabinda são exportadas para a China.
O crude extraído dos campos Nemba e Palanca, por ser leve e apropriado para produção de gasolina, têm aceitação privilegiada por parte dos E.U.A. O crude do Poço Kuito é mais denso e, por isso, grande parte do mesmo é vendido aos países do Médio Oriente, onde a procura industrial tem crescido exponencialmente.