A Direcção Nacional de Aquicultura (DNA) projecta, para este ano, uma produção piscícola de 2.800 toneladas para fins comerciais, 4.200 de ração, além de 8.253 alevinos. Para 2020, as projecções indicam que a produção piscícola atinja 3.600 toneladas, 5.400 de ração e 10.588 alevinos.
Quanto às projecções da produção piscícola comunal para este ano, os indicadores apontam para 100 toneladas, contra as 30 registadas no ano passado.
A aquicultura é o subsector das pescas que mais cresce a nível da região da SADC, visto que em 2017, a Zâmbia teve uma produção de 32 mil toneladas, seguida do Malawi com 12.217, Tanzânia com 11.802, Madagáscar com 10.928. Angola obteve, em 2017, um registo de 1.339 toneladas.
O sector prevê promover mais cursos de formação, com vista a capacitar os técnicos para darem o devido acompanhamento às iniciativas existentes, bem como incentivar os empresários a praticarem a aquicultura, com a finalidade de aumentar a produção e atingir-se as metas
preconizadas pelo Executivo.
Será dada maior interacção entre a Direcção Nacional de Aquicultura, as direcções provinciais e os aquicultores, no sentido de melhorar
a informação estatística.
Sobre a aquicultura comunal, o sector pretende dar apoio técnico ao desenvolvimento, através da construção de estações experimentais, nas províncias do Moxico, Cabinda, Huambo, Bié e Huíla.

Balanço
A província do Uíge contribuiu com 1.511 toneladas da produção aquícola do país, que registou em 2018, um total de 1.753 provenientes de 52 empresas distribuídas em 11 províncias.
Segundo dados da DNA estão catalogadas 148 novas iniciativas, das quais 136 no domínio da aquicultura continental e 12 da maricultura.
A fonte acrescenta que no âmbito do desenvolvimento da actividade de aquicultura, o Ministério das Pescas e do Mar está a implementar em todo o território nacional a capacitação básica e treinamento de aquicultura, tendo como público-alvo os aquicultores, administradores comunais, autoridades tradicionais, extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Agrário, coordenadores das cooperativas e empresários ligados à aquicultura. Desde o início do programa, revela a fonte, foram ministrados cursos em oito províncias, com um total de 511 formados.

Aposta forte
Uma das estratégias do sector prende-se com a promoção da competitividade e o desenvolvimento da aquicultura de modo sustentável para que até 2022 se possa atingir uma produção de cinco mil toneladas de peixe.
A produção aquícola tem estado a crescer desde 2013, com a introdução de várias espécies, se observarmos que em 2013 havia apenas a produção da tilápia (cacusso), com cerca de 47 toneladas, e em 2017 os resultados foram animadores nos clarias (bagre) que atingiram as 40 toneladas, além da espirulina.
Dados indicam que em 2014 foram registadas 305 toneladas da tilápia (cacusso), contra 872 de 2015, e 653 (2016) e 1.299 (2017).
No ano passado, o centro de larvicultura de tilápia (cacusso) de Massangano teve uma produção total de 384 mil toneladas, sendo que 344 mil foram distribuídos para o fomento da produção. Foram estocados nos tanques do centro cerca de 40 mil toneladas. O projecto de cultivo de espirulina registou uma
produção de 116 quilogramas.
O centro de Larvicultura marinha dos Ramiros, em Luanda, tem a capacidade de produção de 200 mil peixes por ano, um milhão de moluscos, 10 milhões de crustáceos. Estão distribuídos em oito tanques do centro, mais de 1.200 indivíduos de diferentes espécies, sendo 150 adultos rancador; 320 e 500 alevinos mariquita; 80 adultos taínha e 200 indivíduos camarão.
No próximo mês terminam as obras do centro de larvicultura de tilápia de Missombo, no Cuando Cubango, que prevê a produção de 3,5 milhões de alevinos por ano.
O projecto contempla a engorda de 500 toneladas de tilápia por ano, a produção de 2.850 toneladas de ração por ano e o processamento e
transformação do produto final.