Os expositores das províncias do Bengo, Malanje e Uíge manifestaram-se satisfeitos com o nível de organização da 7ª edição da Feira Nacional da Banana de produção nacional. A equipa do Jornal de Economia e Finanças ouviu alguns expositores que foram unânimes em afirmar que o recinto da feira reuniu condições de comodidade, que facilitou os feirantes e visitantes o acesso aos stands e efectuar compras com toda a segurança.
Esperança Alberto, expositora do município de Bula Atumba, referiu que se muniu de vários produtos agrícolas para comercializar na feira da banana. Foram a abóbora, banana, batata, quilembe, limão, ginguba, milho, ginguenga e tangerina.
Disse que o preço do cacho de banana variou de 500 a 1.500 kwanzas, enquanto a abóbora entre quinhentos e mil kwanzas, dependentemente do seu tamanho. A batata ficou entre 100 e 200 kwanzas e o monte de batata-doce a 250. A cana-de-açúcar a 100 e o monte de ginguenga a 200 kwanzas.
Antonica Pedro, expositora proveniente do município do Songo, província do Uíge, afirmou que a iniciativa da realização da feira da Banana é louvável, para encorajar os camponeses à prática da actividade agrícola.Sublinhou igualmente que a sua associação agrícola denominada ‘Mutiapaca’ , localizada no município do Songo, já participou em quatro edições da feira da Banana e foi a vencedora de um troféu de bronze na última edição de 2017.
A produtora fez saber que, desta vez, alguns expositores do Uíge tiveram problemas de transporte, apesar de beneficiarem de apoio do governo provincial na transportação de produtos para o local da feira em Caxito. Na mesma linha pediu, igualmente, às entidades competentes para ajudarem os camponeses nas próximas deslocações para que possam mostrar as valências da região do Bago vermelho. Por sua vez, o expositor da província de Malanje, António Escoval, salientou que é a segunda vez que participa na feira da banana, tendo apontado que foram proveitosos os primeiros dois dias, uma vez que conseguiu vender grande quantidade dos seus produtos e trocar experiências com camponeses de outras províncias.
O participante exortou aos governos provinciais a continuar a promover actividades do género para dar impulso aos agricultores associados em cooperativas, no actual contexto em que uma das apostas do executivo é a diversificação da economia nacional.
A compradora Cecília Domingos, de Caxito, referiu que ficou maravilhada com os produtos agrícolas que estavam expostos tendo em conta à variedade de produtos nacionais que se encontravam no local.
“A qualidade dos produtos que foram comercializados nesta feira foi boa, uma vez que o cliente comprou directamente das mãos dos agricultores o que é mais seguro”, caracterizou.
Relativamente aos preços dos produtos, a nossa entrevistada foi clara em afirmar que os valores de venda estão ao alcance de dos consumidores, por serem baratos. Por isso, mostrou-se satisfeita com os produtos hortícolas que comprou.

Diversidade
na exposição

Milton Gomes, gerente da empresa Feste-Angola, fez saber que durante a 7ª edição da feira da banana o seu stand apresentou material ligado à agricultura, pecuária e outros produtos destinados à desinfestação. “O grande objectivo é expandir o nosso negócio e dar a conhecer os demais produtos e as valências da nossa empresa no ramo da agricultura aos produtores do Bengo e não só”, disse.  Já o director comercial da empresa Multi-auto, João Pitta Groz, fez notar que a empresa tem participado na feira de Caxitp desde a primeira edição e que, nos últimos três anos, realizou negócios no valor de 1 milhão e duzentos mil dólares norte-americanos.  João Pitta Groz enfatizou que espera aumentar o volume de negócios e que o certame é uma importante montra para divulgar os variados produtos da sua empresa. O expositor informou que o evento tem igualmente o condão de facilitar o desenvolvimento de ideias e o estabelecimento de parcerias para negócios futuros.  Por sua vez, o director-geral da empresa Serra e Coelho, José Serra, disse que o objectivo da sua organização nesta feira foi o de divulgar a sua produção resumidamente quadros eléctricos. José Serra salientou que um dos grandes objectivos, neste momento, é a criação de uma rede de distribuidores a nível nacional que se tornará numa das principais linhas de actuação da empresa.