O aumento da produtividade continua a ser um dos principais desafios do sector da Agricultura e Florestas.
Alinhado a este propósito, a visão do ramo no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento 2018/2022, que começa a ser implementado a partir deste ano, é que nos próximos 10 anos, o país alcance a auto-suficiência alimentar nos principais produtos passíveis de serem produzidos internamente e que muitos deles compõem a sexta básica.
Na sua estratégia, o que se pretende é que se passe de uma produção anual de 2 milhões de toneladas de cereais (milho, massango, massambala, arroz e trigo) para cinco milhões.
Prevê também melhorar a produção no domínio das leguminosas (feijão, amendoim e soja), passando de uma produção actual de 800 mil toneladas para 1 milhão, criando excedentes para a reserva alimentar nacional. O sector pretende também, neste período, melhorar os níveis já alcançados na produtividade de raízes e tubérculos (mandioca, batata rena e doce), passando de uma produção de 11 milhões de toneladas para 15 milhões.
Quanto ao ramo da pecuária, a iniciativa governamental prevê desenvolver a construção de matadouros de abate de animais em pontos estratégicos do país de moda a cobrir em cerca de 30 por cento às necessidades domésticas de frango, bem como cobrir em pelo menos 60 por cento às necessidades domésticas de carne bovina, caprina, ovina e suína. É também intenção cobrir em 80 por cento às necessidades domésticas em ovos, além de reduzir em cerca de 15 por cento a importação de leite e expandir o seu consumo com recurso a produção interna.

Desafio árduo
No quadro da implementação do PND, o Governo se compromete a reforçar a capacidade dos serviços de extensão rural para a agricultura e pecuária, assim como fomentar o cooperativismo e o associativismo no sector, aliado à promoção das fazendas de larga escala, em articulação com parceiros tecnológicos e experientes.
Prevê-se a implantação de uma ou mais fábricas de instrumentos e equipamentos agrícolas como charruas, catanas, enxadas e limas. Está também a implantação do seguro agrícola, estimulando as seguradoras a terem na sua carteira uma percentagem mínima alocada a este seguro. Serão aprovadas as carreiras específicas e ingresso de novos quadros.
Dados indicam que no ano agrícola 2016/2017 foram trabalhadas mais de 5,7 hectares de terra, um aumento de 2,4 por cento em relação a área estimada para o período anterior.
Está também contemplada a dinamização das culturas de algodão, cana-de-açúcar, girassol, café, palmar e cacau promovendo a sua articulação com o sector industrial.
Desta área, o subsector da agricultura familiar foi responsável por 90 por cento (5,1 milhões de hectares) e o empresarial 10. Foram colhidas mais de cinco milhões de hectares, equivalente a 89 por cento da área com culturas que atingiram a fase de colheita.