A inclusão financeira constitui nos dias que correm, um dos maiores desafios para o sistema financeiro nacional, não só pelo facto da pouca densidade de utilizadores, mas por se tratar de um instrumento fundamental no combate à pobreza e à desigualdade social.
“Por isso, é necessário o uso das tecnologias de informação que respondam às reais necessidades do sector, para ajudar a fomentar o processo de inclusão financeira que atinge actualmente cerca de 36 por cento da população do país”.
A afirmação é do vice-governador do BNA, Rui Minguês, na sua intervenção no Ciclo Anual de Conferências sobre as “Tecnologias de informação para o sistema financeiro angolano”, realizado quarta-feira, em Luanda.
Segundo o governante, o BNA tem tido a preocupação de actualizar com regularidade o sistema financeiro no que toca às questões do dia-a-dia, dada a grande inovação que ocorre nos últimos anos no sector das tecnologias de informação.
“É indispensável olharmos às nossas reais dificuldades, para podermos encontrar um campo comum de entendimento entre todos os operadores financeiros, e as empresas fornecedoras das diversas soluções tecnológicas de maneira a que o nosso sistema possa cumprir cabalmente com a sua função”, disse Rui Minguês.
O responsável afirmou ainda que a dependência do sector bancário em relação aos consultores externos nos serviços de tecnologias de informação tem a ver com a forma como se começou a implementar o sistema financeiro angolano.
“Nós compramos muitas soluções já produzidas e existem algumas que são de carácter global, que são utilizadas em vários países e isso provoca um ciclo que obriga a que haja recursos para a consultoria externa”, disse.
Por sua vez, o engenheiro Simão Cassange, fundador da SinFilD´s, disse que a entidade reguladora angolana deve exigir mais das empresas prestadoras de serviços do sector bancário, de forma a utilizarem as tecnologias disponíveis e facilitarem o acesso à inclusão bancária.

Banco prestígio realiza cimeira Choiseul África

O Banco Prestígio  realiza nos dias 29 e 30 do corrente a 7ª edição da cimeira Choiseul Africa, a ter lugar no Epic Sana, em Luanda, numa parceria com o Instituto Choiseul. A cimeira vai reunir 200 personalidades, das quais 100 são estrangeiras vindas de países africanos e de França.
Trata-se de um evento de repercussão internacional, que favorece a criação de redes, promoção de negócios e de diálogo entre personalidades de todos os países de África. No caso específico dessa edição, um dos contributos será o fortalecimento da posição de Angola entre as demais nações do Continente Africano.
Entre os temas dos painéis que integram o programa da cimeira estão “Desafios da Diversificação da Economia em Angola e Oportunidade de Negócios”, “Economia Angolana na Perspectiva do Comércio
Internacional” e “Estratégias do Desenvolvimento das Infra-estruturas em Angola”.
A importância da realização desse evento em Luanda pode ser percebida pela “estatura” dos nomes dos palestrantes como o Ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca; o Ministro da
Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, o Vice-governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Tiago Dias; o Presidente do Conselho de Administração da AIPEX, Licínio Vaz Contreiras, além de outras individualidades.