Embora o mercado monetário ressinta da baixa do preço do petróleo no mercado internacional, da qual resulta uma certa queda na liquidez dos bancos, o crédito à economia desde 2013 mostra-se em níveis de acentuada estabilidade.
Os dados a que o JE teve acesso e que resultam de compilações baseadas nos relatórios e contas dos bancos e informações divulgadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) atestam que em 2013 o crédito cedido à economia foi de 2.1 triliões de kwanzas e 2.7, em 2014. Nos anos seguintes, a fasquia subiu, sendo que a economia beneficiou-se de 3,0 triliões de kwanzas, em 2015, e 3,6 triliões no ano passado.
Tais valores resultam de um forte crescimento dos depósitos de clientes, sobretudo, na banca nacional, permitindo que os bancos comerciais tenham uma margem de certa estabilidade para transformação dos depósitos em crédito para os projectos de relançamento da economia nacional.
As projecções compiladas e divulgas nas diferentes “newsletters” de instituições bancárias como Banco Angolano de Investimentos (BAI), Banco de Fomento Angola (BFA) e do Standard Bank Angola (SBA), a que acedemos, mostram que os depósitos na banca têm evoluído. Em 2013, a carteira de depósitos fixou-se nos 4,2 triliões de kwanzas, 4,9 triliões foram registados em 2014 e 5,5 triliões em 2015. No primeiro semestre de 2016, segundo dados do BAI, os depósitos estavam avaliados em 4,1 triliões de kwanzas. Embora possa representar uma ligeira baixa, a amostra conserva a elevada confiança dos clientes no sistema financeiro nacional.

Quadro desafiador este ano

De acordo com dados preliminares, no mês de Março de 2017, o crédito à economia diminuiu 0,75 por cento, o crédito bruto ao Governo Central (titulado e não titulado) aumentou 0,98 por cento, enquanto os depósitos do Governo no sistema bancário
diminuíram em 2,59 por cento;
Já em Fevereiro, o crédito à economia aumentara 1,03 por cento. O crédito bruto ao Governo Central (titulado e não titulado) aumentou 10,58, bem como os depósitos do Governo no sistema bancário em 20,78.
Os dados preliminares divulgados pelo Comité de Política Monetária do BNA dão conta que no mês de Janeiro, o crédito à economia diminuiu 2,00 por cento. O crédito bruto ao Governo Central aumentou 0,10, enquanto os
depósitos contraíram em 7,26.