O presidente do Conselho de Administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel, disse que a instituição que dirige já pensa em expandir os seus serviços em mercados estrangeiros. Esta estratégia surge em função do crescimento que o sector financeiro angolano tem registado nos últimos anos.


Coutinho Nobre Miguel fez estas declarações à margem da cerimónia de apresentação do relatório da consultora Deloitte.
De acordo com o gestor, numa primeira fase, o banco vai se instalar na Namíbia, Moçambique, Portugal e Brasil.

“O objectivo é responder a necessidade do país em termos de internacionalização da economia nacional”, sustentou. O responsável afirma que até o primeiro trimestre de 2015, a instituição vai expandir os serviços para o exterior.

Com esta medida, o banco prevê elevar a carteira de clientes, abertura de mais balcões e trazer valor acrescentado à banca nacional.
O bancário afirmou que, até o último balanço feito em 2013, sobre a carteira de crédito, a instituição bancária já concedeu a economia nacional mais de 40 mil milhões de kwanzas, através do programa Angola Investe.
O crédito mal parado ronda os 5,2 por cento do volume total.

Já o presidente da Associação de Industriais de Angola (AIA), José Severim, partilha da opinião que a banca angolana cresceu a julgar pelos indicadores de crescimento que possui. O industrial advertiu à Deloitte e ao Banco Nacional de Angola a não comparar a economia angolana com as da Europa e América, mas aos indicadores regionais, pois estes estão mais próximos da realidade angolana.

De acordo com José Severino, o crescimento de dois por cento de um país como os Estados Unidos da América, é superior aos sete por cento de um país africano.

Por seu turno, o economista Cláudio Pinheiro alertou o sector bancário a direccionar os investimentos no sector produtivo.

De acordo com Cláudio Pinheiro, o sector imobiliário e a construção civil produzem bens não transaccionáveis, daí a necessidade de se apostar na indústria nacional, para estimular a produção interna e dinamizar a exportação.

“Estimulando a indústria nacional, o país vai ganhar novas cadeias, que vão desde a produção, transporte e distribuição, o que vai se reflectir na melhoria da qualidade de vida dos angolanos”,disse.