O percurso de cerca de 60 quilómetros que liga o antigo controlo do Benfica, no município de Belas, à ponte de Cacuaco, ligação com a estrada direita de Luanda e que vai dar à Kifangondo, lá onde se dá a intercessão entre a Funda e o Bengo, começa a ter mais bancos disponíveis ao público. Há, sensivelmente, um ano e meio as agências bancárias eram quase que inexistentes naquele trajecto. Por sinal, a via mais rápida de Luanda que serve também de saída entre o Sul, o Norte e o Sudeste da capital.
Recentemente, o Banco Angolano de Investimentos (BAI) aproveitou as estruturas da urbanização Boa Vida para disponibilizar uma agência e dois caixas automáticos. Entre os bancos de Fomento Angola (BFA) e o Internacional de Crédito (BIC), um deles também vai inaugurar, em breve, mais um balcão nas proximidades do aldeamento Weza Paradise, onde encerrou a agência do Sol, mas prevalece a do Banco de Comércio e Indústria (BCI), na mesma infra-estrutura que comporta lojas, farmácia, agência de seguros e outros postos de venda de serviços. A dúvida se BIC ou BFA deve-se ao facto de os dois usarem quase que os mesmos traços no desenho dos balcões e os seguranças ali destacados desconhecerem de que banco se trata. Procuramos ouvir fontes ligadas aos dois bancos, mas que não souberam precisar-nos desta informação.
O certo é que todos juntos, somadas aos outros balcões do Standard Bank, no Zango 0, BIC, na zona do Kikuxi com dois, igualnúmero do BPC, sendo um junto ao instituto de polícia “Osvaldo Serra Van-Dúnem” e outro na Pumangol da Zona Verde, mesmo local onde há ainda nas proximidades um banco Sol e outro BFA, totalizam já onze (11) agências bancárias e mais de 20 caixas automáticas. Neste momento, permitem aos utilizadores daquela via rápida de Luanda um desafogo quando o assunto é depósito ou levantamento de dinheiro com ou sem cartões de multicaixas.
A utilidade destes pontos de atendimento foi mais uma vez testada nesta semana de pontes e feriados (segunda, terça e sexta), em que só quarta e quinta-feira houve atendimento presencial disponível nos serviços públicos e alguns operadores privados.
Na via expressa, o desvio de intersecção do Zango 0 é o local de maior visibilidade na evolução dos serviços. Bancos e outros pontos de atendimento público crescem, sobretudo com a implantação naquele espaço de supermercados, que levam consigo ou balcões de atendimento ou caixas automáticas.

Patriota é referência
Em oposição completa ao cenário de certa timidez com que os bancos se implantam na via expressa, a zona do Lar do Patriota mostra hegemonia. Em tão-pouco tempo, a urbanização ganhou um centro financeiro. No Patriota, estão implantados 14 bancos, num total de 16 balcões e mais de 30 caixas automáticas, vulgo multicaixas. Lá, os operadores BIC e BFA estão com duas agências cada e juntam-se ao Keve, BAI, Millennium Atlântico, Standard Bank, Económico, Caixa Geral Totta, BCI, BPC, Finibanco, BNI, Sol e BCA. O extinto Banc tem ainda uma estrutura física, mas já não atende o público, após retirada da licença de operações em Fevereiro pelo Banco Nacional de Angola.
Os últimos dados sobre a bancarização em Angola, divulgados pelo BNA em Novembro de 2016, apontavam para 7,8 milhões de contas abertas, ou 52 por cento do que se supunha - antes do censo - ser um universo de 15 milhões de pessoas adultas. A Direcção para Educação e Inclusão Financeira do banco central declarou, na altura, que o processo de bancarização da população consta de uma estratégia iniciada em 2013, para alcançar, até 2017, cerca de 60 por cento da população adulta, segundo publicou o jornal de Angola na sua edição on line de 11 de Junho de 2018.
A bancarização é um desafio de inclusão económica com o qual o Banco Nacional de Angola (BNA), a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) e a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) querem cooptar os potenciais recursos fora do circuito assim como as pessoas economicamente activas para gerar maior vitalidade ao processo de desenvolvimento económico.