A educação e sensibilização de todos os vendedores métodos utilizados pela Direcção Municipal de Actividades Económicas e Serviços do Cuito, com vista a restabelecer a ordem nos centros urbanos.
De acordo com o director da instituição, António José, a “Operação Resgate” decorre a bom ritmo, sem qualquer constrangimento. A primeira fase incide, principalmente, na educação da população e, posteriormente, será uma fase coerciva.
O responsável acrescentou que o número de vendedores ambulantes nas ruas da cidade do Cuito diminuiu consideravelmente, facto visível graças ao apoio permanente das forças da ordem nos locais onde se encontravam os negociantes. “Os próprios comerciantes já estão sensibilizados, sentem que as coisas estão a mudar. Temos o mercado do Caué, onde as pessoas começaram a aderir, faltando apenas a reabilitação da estrada, que dá acesso ao local e, aí a aderência será bem maior”, sublinhou.
Instado a pronunciar sobre a construção de outros mercados ao nível do Cuito, António José revelou, presentemente está em funcionamento um mercado novo, onde estão a afluir a maior parte dos vendedores que praticavam o seu negócio em lugares impróprios, um pouco por toda a cidade.
Quanto ao destino dado aos produtos apreendidos pelos serviços de fiscalização, o responsável disse os vendedores passam por uma conversa de correcção e, posteriormente, encontrados no mesmo lugar inadequado são multados com mil ou dois mil Kwanzas, de acordo com o código de postura.
“Veja que a vendedora é actuada hoje pelos serviços de fiscalização e dos órgãos do Ministério do Interior e, passado algum tempo, ela persiste na venda em local inapropriado. Naturalmente, aplicamos uma multa”, realçou.
António José referiu estar em curso o mecanismo de atribuição do cartão de vendedor ambulante que, sob orientações do Gabinete Provincial do Comércio, estará disponíveis em vários locais , para que um cidadão possa facilmente adquirir. O valor para o cartão de vendedor ambulante é de dois mil Kwanzas, pagos anualmente.
Apesar das medidas todas para se reverter o quadro, alguns vendedores continuam a efectuar vendas em lugares inadequados. A nossa reportagem conversou com o jovem Zacarias Sapalo, que persiste em vender nas ruas da cidade do Cuito. O mesmo disse já ter sido actuado várias vezes mas, agora pretende tratar o cartão de vendedor ambulante, para não ser confrontado novamente com os agentes da ordem.
“ Paguei multa muitas vezes, eu e outros. Com esta operação estamos só assim, no corre-corre, Estamos a tentar resolver esse problema junto da Administração, só que não sabemos o procedimento para adquirir o tal cartão” lamentou.
Uma outra vendedora, Paulina Mestre, justificou a sua continuação de venda nas ruas pelo facto de as autoridades não terem indicado um lugar apropriado e por ser essa a actividade com a qual sobrevive. “Os nossos filhos estão a estudar e estão a dizer que não se pode vender na rua. Nas escolas precisamos de pagar dinheiro, não temos emprego, nos alimentamos desta actividade e temos que tratar os tais cartões de vendedores ambulantes”, relatou.

Estrangeiros reconhecem
Ahmed El Braga está satisfeito com a medida que o Executivo angolano traçou, no âmbito do combate à emigração ilegal e à venda desordenada de alguns agentes económicos. Para o mauritaniano, as actividades devem continuar ,para facilitar o processo de legalização de alguns estabelecimentos e para que se possa trabalhar dentro da legalidade e das normas do país, realçou.
“Estamos a trabalhar num país e é preciso que todas as coisas estejam legalizadas, para que os empresários da Mauritânia tenham muita confiança para investir em Angola”, disse o comerciante.