Em 2018, verificou-se uma redução de 10% no volume da comercialização do diamante angolano, mas, por força do preço médio de venda, de 151,92 dólares, o país registou um aumento na receita proveniente do comércio da “pedra preciosa” na ordem dos 11%.
Durante todo o ano de 2018 foram comercializados um total de 8.408.687,87 quilates de diamante, que geraram uma receita bruta de 1.223.725.185,45 dólares. Só no quarto trimestre do ano, o volume total de diamantes comercializados foi de 2.508.220,59 quilates, que representam um aumento de 2,00%, comparativamente ao quarto trimestre do ano de 2017.
Dessa produção, 2.287.002,81 quilates, representando 91,2 por cento teve a sua origem nos kimberlitos em exploração e 221.217,78 quilates (8,8%) na exploração aluvionar. O preço médio total no quarto trimestre de 2018 situou-se em 151,92 dólares e representou um incremento de 26 por cento, relativamente ao período homólogo de 2017, quando o preço médio do quilate esteve nos 113,5 dólares.
No último trimestre do ano, a receita bruta proveniente da actividade de comercialização totalizou 381.051.472,69 dólares, que reflectem um incremento de 63.263.592,80 dólares, equivalentes a 19 por cento, comparativamente ao quarto trimestre de 2017. Os diamantes comercializados no período em análise são provenientes das províncias da Lunda Sul, com uma produção de 89,2 por cento, e Lunda Norte, com 10,8.

Receita estimada
Nas contas da Direcção Nacional de Mercados e Promoção da Comercialização, do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (MIREMPET), que faz o acompanhamento contínuo da comercialização de diamantes produzidos em Angola, afere a evolução dos preços dos diamantes no mercado internacional, acompanha os fundamentos do mercado e avalia as empresas que comercializam diamantes no país, o volume total de diamantes comercializados no quarto trimestre de 2018 foi de 2,5 milhões de quilates, que permitiram a obtenção de uma receita estimada de 378 milhões, correspondente ao preço médio de venda de 148,87 dólares por quilate.
Comparativamente ao trimestre anterior, de acordo com o director nacional de Mercados e Promoção da Comercialização, Gaspar Fernão, verificou-se, com esse volume de venda, um aumento nas receitas na ordem de 158 milhões de dólares.
“Portanto, durante o ano de 2018 foram exportados cerca de 7,9 milhões de quilates, sendo 7,6 milhões resultantes da produção industrial e 229 mil resultantes da produção artesanal”, avançou o director. As receitas anuais cifraram-se em 1,015 mil milhões de dólares, sendo 1,09 mil milhões provenientes da produção industrial e 52,8 milhões da produção artesanal.

Ambições da Endiama até 2022

Angola é actualmente, o quinto produtor/exportador de diamantes do mundo e deve duplicar a sua produção para 14 milhões de quilates por ano, até 2022, depois de, no ano passado, ter estabelecido linhas de orientação para o sector.
As perspectivas para 2019 passam por atingir níveis de produção projectados, prevendo-se 9.500 milhões de quilates, com receitas brutas de 1.130 milhões de dólares, 9.850 milhões de quilates em 2020, gerando 1.184 milhões de dólares, 11.300 milhões de quilates em 2021, produzindo 1.333 milhões de dólares e 13.800 milhões em 2022, visando uma renda de 1.584 milhões de dólares. A Endiama tem hoje um passivo muito elevado e deve pagar, a médio e longo prazos, perto de 524 milhões de dólares que deve.