O cabaz de Natal passou a fazer parte das tradições natalícias dos angolanos, impulsionado sobretudo pelas lojas do povo, uma característica peculiar do mono-partidarismo. Todavia, nesta altura o preço dos produtos tendem a estar acima do seu nível natural, o que é injusto para os consumidores.
Pretendemos com este artigo contribuir para a cultura de poupança na quadra festiva, quer porque aumenta sazonalmente o rendimento, quer porque aumenta a oferta de bens e serviços combinados com as campanhas publicitárias muito agressivas.
O dia 25 de Dezembro foi estipulado no século IV, pelo Papa Júlio Iº da Igreja Católica, como dia de Natal, a celebração do nascimento de Jesus Cristo, para a sociedade em geral, o Natal significa nascimento, origem, é como quem diz - “terra/ cidade Natal” e é celebrado como dia da família e do reencontro.
Todavia, se para os indivíduos o Natal é um momento de reflexão, de transmissão de valores e afecto aos familiares, para outros é um momento oportuno para fazer negócio com tentativas para elevação dos preços dos principais produtos natalícios acima dos níveis do seu mercado natural, o que tem representado um verdadeiro assalto à poupança das famílias que serviria para prevenir contra as consequências da prodigalidade.
A indústria do Natal oferece inúmeros bens, nomeadamente, Presépio, Ceia, Coroa, Bolas, Árvore, Estrela, os três Reis Magos, Flores, Cabaz, o Azevinho, Postal, combinado com uma vaga de electrodomésticos e vestuários comercializados acima do preço normal. Uma vez que, além do salário do mês de Dezembro, os trabalhadores recebem o complemento de Natal, vulgo 13º, pelo que têm a tendência de gastar mais nesta época.
Neste período de aumento da renda disponível, aconselha-se a não gastar ou consumir e, por consequência, guardar parte para ser utilizado em um momento futuro. Desta forma, apresentamos abaixo duas sugestões para poupar na quadra festiva.
O primeiro passo consiste em traçar objectivos realísticos, a título de exemplo, propinas da escola dos filhos, seguro de saúde, aquisição de mobília ou electrodomésticos. Porventura, aquisição de um carro, terreno, construção de uma casa, constituição de uma empresa, pelo que, para alcançar os objectivos é necessário dar um passo de cada vez sem perdê-lo de vista.
Segundo passo, comece por economizar, isto é, fazer um esforço para sobrar algum dinheiro no final do período. Depois de economizar dê valor ao dinheiro e não gaste em bens supérfluos e como o dinheiro tem valor e tempo aplique numa conta de poupança, ou mesmo, poderá comprar bilhetes ou Títulos do Tesouro.
De modo a não penalizar a família e proporcionar-lhes um Natal agradável faça uma lista dos produtos necessários, compare os preços dos vários supermercados e mercados e compre os mais económicos. No entanto, a aquisição de outros bens duradouros cancela para os próximos meses quando os preços voltarem ao seu nível normal.
Por fim, a fórmula mágica para evitar gastar quando estiver frente a frente com as tentações do Natal é lembrar-se dos teus objectivos e, como quem diz, -“quem não sabe o que quer qualquer coisa serve”.