O cabaz mais caro de 2017 foi comercializado no grupo Megáfrica e ao preço de 7,5 milhões de kwanzas. Este ano, o operador propõe também a oferta mais luxuosa a um custo de 6,84 milhões de kwanzas, para a mesma tipologia do ano anterior. A redução no custo é de 14 por cento.
No levantamento que o JE efectuou este ano, comparativamente ao ano passado, há menos procura pelos cabazes.
O Cabaz de Natal este ano desapareceu na ementa social de muitas empresas, mas ainda assim, a tradição das famílias encontra nos supermercados algum amparo.
Tal como aconteceu em 2016 e 2017, este ano o supermercado “Martal”, um dos mais antigos de Luanda, apenas tem disponíveis cabazes de Natal por encomenda, uma vez que a opção de muitas empresas é atribuir subsídio de Natal ao invés de um cabaz. A mesma estratégia foi adoptada pelo Maxi que também optou por cartões com plafond de até 250 mil kwanzas, deixando ao cliente a escolha do que levar como cabaz.
O Kero, por exemplo, caprichou mais o cabaz premium e subiu dos 375 mil kwanzas, de 2017, para 715 mil kwanzas este ano. A justificar a alteração do preço do custo do produto está o facto de terem sido introduzidos novas unidades e dar-se maior sofisticação, para atender às sugestões dos clientes.
Já o Candando foi mais comedido e contra os kz 1.250.000 de 2017, este ano optou por um cabaz máximo de 425 mil kwanzas, conforme se pode ver no quadro ao lado.
A Multiáfrica, por seu lado, oferece aos seus clientes a oportunidade destes criarem um cabaz à medida das suas necessidades. A escolha de produtos ao gosto, com as soluções apresentadas em catálogo, bem como alternativas ao proposto são feitas por encomenda telefónica. Neste operador, é o cliente quem tem o direito de dizer o que deve fazer parte do seu cabaz, pagar a encomenda e receber ao seu domicílio.
No meio destas ofertas, o mais inovador veio de Malanje, onde os empresários locais montaram um cabaz com base em produtos que são feitos nas várias unidades industriais da província.

Preço de venda põe um travão ao consumo desenfreado

Devido à crise económica e a dificuldade da aquisição de divisas para a importação de produtos, algumas superfícies optaram por não disponibilizar os tradicionais cabazes aos clientes, individuais e de empresas.
Cada uma delas definiu estratégias diferenciadas para comercializar cabazes, muitos dos quais a preferirem disponibilizar apenas o essencial.
As lojas da rede comercial “Maxi” optaram este ano por cartões com “saldo” que vão de 15 mil a 250 mil kwanzas.
Numa ronda efectuada pelo JE nos principais supermercados de Luanda, foi possível constatar que os cabazes custam entre 8.500 a 715 mil kwanzas.
Nos hipermercados da rede Candando, o cabaz tradicional de bebidas e alimentação está a ser comercializado no valor de kz 7. 900. O cabaz de selecções secos a 40 mil. Há ainda o cabaz gourmet 2 a 295 mil e o premium a 299 mil kwanzas. O mais caro dos cabazes é o gourment 1 no valor de 425 mil kwanzas.
A rede Kero caprichou na sua ementa e disponibiliza cabazes com preços entre os kz 8.500, com produtos da cesta básica, e kz 715.000 para um público mais requintado e exigente nas suas escolhas. O cabaz premium, cabaz Platina a kz 42.000, Rubi a kz 84.000, caixa presunto a kz 14.900. Na “Shoprite”, os preços variam de 8.500 a kz 69.999. O cabaz Hamper Luxury custa kz 69.999, o Clássico kz 49.999, o Standard kz 29.999 e a Cesta Básica kz 8.500.
No Alimenta Angola há apenas um cabaz “Ouro“ no valor de 12.000 kwanzas. YC