O Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) solicitou à Sonangol que conceda maior abertura no negócio de transportação de combustíveis para interior do país. Em 2014, o CFL pretende transportar 720 cisternas para o Dondo e 1.053 para Malanje.

Este facto foi anunciado pelo presidente do Conselho de Administração do CFL, Celso Rosas, durante o fórum de negócios do sector empresarial público realizado esta semana, em Luanda. Segundo o responsável ferroviário, este desiderato só será possível se finalmente a Concessionária nacional de combustíveis de Angola abrir as portas à empresa.

“A estrutura de custos representa 34 por cento, pois a estimativa de aquisição de combustível para 2014 será de cerca de 100 milhões de kwanzas”, revelou Celso Rosas.

A actual estrutura de custos mensais da empresa ferroviária de Luanda ronda os 230 a 250 milhões de kwanzas; para a obtenção de receitas próprias atinge entre os 20 a 25 milhões de kwanzas e um subsídio operacional de 102 milhões de kwanzas. Além disso, tem uma dívida de mil milhões de kwanzas. Celso Rosas disse que a manutenção de um subsídio operacional não cobre o montante dos salários que correspondem a 117 milhões de kwanzas mensalmente.

O responsável apelou que seja aplicada a compensação financeira (prevista no Decreto Presidencial 131/10), pela prestação do serviço público, implementado no serviço suburbano de passageiros (Bungo/Catete-64 km, com 24 frequências diárias, onde é aplicada a tarifa de 30 kwanzas.

O PCA do CFL encara com optimismo a resolução do problema junto dos ministérios dos Transportes, da Economia e das Finanças. MC