Mara Quiosa, a primeira mulher que desempenha o cargo de governadora provincial do Bengo, disse, alto e em bom som, na 7ª FEIBA (Feira da Banana), que o território que administra continua a ser o maior produtor de banana no país. Um chamariz, por si apetecível, marketing conseguido, que enaltece produtores locais e enobrece um dos eventos de maior importância da província.
O Bengo cativa igualmente pelo misticismo em torno do “jacaré-bangão” que se opôs de forma caricata à dominação colonial. A história continua mistério e arrasta multidões à carta da verdade, sobretudo de alguma testemunha ocular que elucide o facto a pormenor. A verdade que subsiste é que o conto passa de geração a geração atiçando a curiosidade.
O Bengo já não é longe de Luanda, porque a urbanização do Panguila, que antes pertencia a Cacuaco, reduziu distâncias.Ainda assim é poiso para trabalhadores oriundos de Luanda que emprestam esforço no crescimento e desenvolvimento da província, que acolhe estudantes universitários, formando técnicos de saúde, professores e outros profissionais seniores que partem da capital do país.
Desde logo, o hotel Panguila, a referência do momento em qualidade e requinte, é o chamariz e sítio de bem estar. Hoje o número de camas para hospedagem aumentou significativamente, com hospedarias com qualidade inquestionável como a Angop (com boas suites), o Marilú, o Oásis, a Anil, nos três últimos degusta-se à farta, com menús recheados da terra estão sempre na ordem do dia. A aguardar pela conclusão estão as unidades hoteleiras na zona da açucareira com o Ika, o Ibis e o ABC em primeiro plano, já a certificar bom descanso para breve.

Cara nova
A beneficiar de obras de requalificação e modernização do casco urbano da cidade, da qual serão construídos e reabilitados os sistemas de abastecimento de água, energia, telecomunicações, drenagens residual e pluvial, que tiveram início no mês de Maio, obras orçadas em 69.172.173 dólares, onde o principal objectivo é equipar as novas vias com serviços de iluminação pública e rede de telecomunicação, evitando-se futuras escavações. Caxito, em breve, terá cara nova, será mais atraente e convidativa.
A cidade de Caxito é por si um recanto, que suscita interrogações sobre a sua categoria, de cidade ou vila. Ela é multifacética com bairros emblemáticos. Depois da ponte sobre o Dande, no Porto Quipiri, do lado esquerdo, em direcção a Caxito, o verde convida o olhar para o bananal em que se transformou a antiga fazenda. São hectares e hectares do produto que dá azo à Feiba.
A urbe começa no bairro da açucareira, onde quatro hotéis em construção dão mostras de que hospitalidade e sossego estarão, em breve, à mão de semear. Neste bairro funciona o governo provincial e alberga umas quantas infra-estruturas de valor histórico, sobretudo residências do tempo da companhia do açúcar. Daí à administração do Dande são poucos quilómetros de percurso preenchidos de culturas diversas, símbolo da opulência, com o bananal sempre em parelha com a estrada.
Os caminhos dão igualmente à igreja da Santana, famosa pelas romarias (na última semana de Julho) na busca de paz espiritual, cura e de “conversa” com o divino que dá alento à boa acção do dia, mês e ano.

Estrada dos bancos
A estrada principal da capital do Bengo alberga o grosso de instituições bancárias, hospedaria, restaurante, departamentos provinciais e o hospital. A localidade das Mabubas, sempre seguindo pela estrada nacional nº100, é um dos ex libris, muito pela barragem hidro-eléctrica e de condomínios residenciais de referência.
O Bengo tem a sua famosa estrada nacional nº 100, relíquia que serve de trampolim para as províncias cafeícolas do Uíge e a do Zaire, hoje por hoje, o novo el dourado, que pela porta do Luvu facilita trocas comerciais com a República Democrática do Congo, onde um dos produtos de eleição é precisamente a banana do Bengo produzida na fazenda onde se desenrolou a Feiba, a Novagrolíder.