No município do Chinguar, província do Bié, tudo está pronto para um ano agrícola frutífero, apesar de as chuvas ainda não estarem a cair.
A região recebe hoje a cerimónia que marca a abertura oficial do “Ano agrícola 2018/2019”, a ser presidida pelo titular da pasta, Marcos Nhunga, e que esta época decorrerá sob o lema “Agricultura rumo à auto-suficiência alimentar e promoção das exportações”.
No município estão preparados 350 hectares, que poderão ser entregues a igual número de famílias camponeses, no âmbito da agricultura familiar.
O sector tem preparado para esta época, sementes e outros imputes para serem entregues aos camponeses que esperam plantar milho, feijão, soja, batata rena e leguminosas.
O Chinguar é conhecido como sendo um dos maiores produtores da batata rena, mérito atribuído a fazenda “Vinevala”, que este ano vai apostar na produção do milho, feijão e soja em grande escala.

Apoios garantidos
O director Nacional do Instituto do Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, garantiu ao JE que a nível do município do Chinguar, os 350 hectares de terra preparados serão entregues à população camponesa pelo Ministério da Agricultura e Florestas, a custo zero, mas que depois de produzirem, parte do rendimento será depositado na “Caixa Comunitária”.
A preparação da terra foi supervisionada pelo coordenador do projecto de correcção de solos, António Francisco Valério.
Na ocasião, o também engenheiro agrónomo disse que o perímetro está preparado para produzir, cujo resultado será satisfatório.
“Acabamos de fazer a correcção dos solos, já que aplicamos calcário para fortalecer a terra, e está tudo preparado para a plantação do milho e feijão”, disse.
Por sua vez, o coordenador da União Nacional dos Camponeses no município, Bernabe Palanca, mostrou-se satisfeito com a iniciativa de o Governo em fazer a abertura do “Ano agrícola” no Chinguar.
Quanto ao espaço já preparado e que será entregue aos camponeses locais, o gestor garantiu que o projecto “vai beneficiar pequenos agricultores, que poderão aprender novas técnicas para a prática da agricultura de subsistência”.
Revelou que as famílias que vão beneficiar destes espaços, estarão agrupadas em escolas de campo, para a sua capacitação e superação técnica.
Na região já existem mais de 40 escolas de campo, número que será incrementado para poder beneficiar mais famílias durante a presente campanha agrícola.
“Temos experiências anteriores, se num hectare plantarmos 300 quilos de semente de milho, podermos colher três toneladas, e assim através dos potenciais compradores estaremos não só alinhados com as políticas do Governo que visam aumentar a produção, mas como também ajudar no rendimento das famílias”, afirmou Bernabe Palanca.

Aposta forte
Recentemente, o governador do Bié, Pereira Alfredo, garantiu que a província tem preparado, no total quatro mil hectares de terra para beneficiar mais de 100 mil famílias.
“Estamos a trabalhar com o Ministério da Agricultura e Florestas, que está a nos facilitar na aquisição dos insumos agrícola”, disse.
O projecto de desenvolvimento da agricultura familiar e comercialização “MOSAP II” tem disponível 2.188 charruas de tracção animal, que serão entregues aos camponeses, segundo o coordenador do projecto, Romeu Santa Rosa.