Orelançamento da economia nacional consta entre os indicadores, dos 15 anos de paz efectiva, que o país assinalou na última terça-feira, 4 de Abril de 2017.
Durante a ronda realizada pelo JE, Zeza António, moradora do Bairro Camama II, destrito urbano do Kilamba Kiaxi, disse que os 15 anos de paz permitiram ao país relançar a rede económica com destaque para o sector bancário.
Zeza António que faz o negócio de kinguíla afirmou que no passado para fazer um depósito bancário era necessário madrugar e percorrer vários quilómetros.
Para ela, 15 anos depois, a realidade mudou. Na zona do Camama onde vive, por exemplo, hoje conta com mais de dez dependências bancárias, com destaque para BFA, BIC, Sol e BAI.
Com o início das obras para execução da rotunda do Camama, a realidade arquitectónica da zona vai mudar para melhor.
Segundo ela, a maior dificuldade reside no acesso à água potável, energia e centros de formação profissional.
Já o empresário Ambrósio Silvestre apontou a livre circulação de pessoas e bens entre os inidicadores de crescimento que o país registou nos últimos 15 anos, a julgar pela possibilidade de expandir os negócios nas 18 províncias.
Segundo o empresário, a actual conjuntura económica e financeira vai permitir ao país melhorar o ambiente de negócios e trazer valor acrescentado ao empreendorismo.
Apesar dos níveis de crescimento económico registados no país, o empresário augura uma melhor atribuição do crédito à classe de forma acelerar
o progresso no país.
Ambrósio Silvestre entende que é chegada a altura do país apostar na produção nacional para empregar os angolanos e melhorar a renda nacional.
Na sua opinião, os actuais níveis de importação deitam para baixo qualquer expectativa em relação à vontade de as autoridades angolanas apostarem na produção interna.
Por sua vez, Cristina Epalanga, estudante do 5º ano do curso de Engenharia de Petróleos, no Instituto Superior Politécnico Katagonge de Angola, 15 anos depois o país precisa de criar condições para diminuir a importação do petróleo refinado.
“É chegada a altura de reduzirmos a importação do petróleo refinado em 50 por cento. O país deve elevar a capacidade das refinarias nacionais e diminuir a importação do petróleo refinado em pelo menos 50 por cento”, disse.
Segundo a estudante, a importação de produtos que o mercado nacional deveria produzir pode impulsionar a fuga de divisas no mercado nacional.
Para a entrevistada do JE, uma vez elevadas as capacidades das refinarias de Luanda e Lobito, o país ganha outras indústrias paralelas e dinamiza o crescimento económico.
Para a estudante de petróleos, os derivados podem contribuir em grande medida para a produção do plástico e de fármacos só para citar.
Elizangela Patrícia sublinhou que em termos de ensino superior o país cresceu muito.
Os indicadores apontam para mais de 50 instituições de ensino superior público e privado, o que representa um ganho.
Para Elizângela Patrícia, a melhoria do subsitema de ensino superior deve ser acompanhada de laboratórios, bibliotecas e um sistema de estágios à altura para elevar a qualidade de ensino.
Para o pasteleiro Fernando Samuel, os ganhos registados no sector hoteleiro um pouco por todo o país são visíveis.
Com o aumento da rede hoteleira e da criação de instituições de ensino a nível de base médio e superior, estão criadas as condições para se dinamizar o sector da hotelaria e turismo e incrementar a indútria do turismo em toda extensão do território nacional.
Para Cristina Francisco, a extensão da rede escolar, infra-estruturas e serviços estão entre os indicadores de crescimentos. Porém, lamentou, a forma como são realizados os desalojamentos.