O stock de depósitos totais em moeda nacional expandiu em 1,78 por cento em termos mensais, sendo que os depósitos à ordem aumentaram em 3,94 e os depósitos a prazo contraíram em 0,55.
Na análise da totalidade dos depósitos e dos empréstimos bancários em moeda nacional, no mês de Novembro, observa-se um rácio de transformação de 64,59 por cento, o que representa uma redução de 2,02 pontos percentuais face ao mês anterior.
De acordo com o Boletim Estatístico do BNA, verificou-se ainda, naquele período, uma ligeira redução do multiplicador monetário em moeda nacional de 0,20 p.p em termos mensais, situando-se em 3,38 por cento.

Tendência expansionista
A base monetária em moeda nacional, no mês de Novembro de 2018, manteve a postura expansionista (8,67%), iniciada em Outubro, sendo a expansão mais acentuada desde o início do ano, comportamento característico do final de ano. Esta variação resultou do efeito expansionista das operações fiscais em kz 312,67 mil milhões, fruto, essencialmente, dos levantamentos para pagamento de resgates de Títulos do Tesouro e outras finalidades superior à arrecadação de receitas.
Entretanto, a expansão registada foi contraposta pelo efeito contraccionista tanto das operações cambiais (kz 179,48 mil milhões), bem como das operações monetárias (29,54 mil milhões).
A contracção causada pelas operações cambiais justifica-se pelas vendas de divisas ao mercado superior às compras, por parte do BNA para esterilização da liquidez injectada pela desmobilização dos recursos
em ME por parte do Tesouro.
Relativamente às contrapartes da base monetária no balanço do BNA, os Activos Externos Líquidos aumentaram em 2,90 por cento, sendo que as Reservas Internacionais Líquidas registaram uma expansão
de 1,97 (sem efeito cambial).
No que concerne aos Activos Internos Líquidos, estes diminuíram em 1,75 por cento, destacando-se as componentes “Responsabilidades face à Administração Central em moeda nacional”, que registou uma contracção de 26,90 por cento; “Crédito às outras instituições financeiras monetárias”, que contraiu (em moeda nacional) em 3,08 por cento decorrente do maior retorno de facilidade de liquidez face à cedência.
A expansão da base monetária em moeda nacional, em Novembro, reflectiu-se no aumento de todas as suas componentes, nomeadamente, a circulação monetária, de 2,98 por cento.

Reservas livres
As reservas livres em moeda nacional situaram-se nos 30,23 por cento e as reservas obrigatórias
em moeda nacional em 5,02.
O aumento das reservas livres poderá ser explicado pela magnitude da execução fiscal, reflectida, em especial, no resgate de títulos vencidos, cujos maiores detentores continuam a ser os bancos comerciais. E por outro lado, poderá reflectir uma atitude de precaução dos bancos comerciais para responder a maior procura por moeda por parte dos seus clientes neste período do ano.
Em termos acumulados (2018), a base monetária em moeda nacional contraiu em 11,29 por cento, o que se reflectiu na contracção da circulação monetária de 17,25 e das reservas obrigatórias em moeda nacional de 24,12, influenciada pela diminuição do seu coeficiente ao longo do ano. Já no que se refere às reservas livres em moeda nacional, estas expandiram em 72,33 por cento.
No mês de Novembro, as reservas livres aumentaram, ao mesmo tempo que se registou uma maior concepção de facilidade de cedência overnighta os bancos comerciais.