O tempo é um recurso não renovável. É o que se ouve frequentemente. Daí que entre nós até sói dizer-se que “tempo é dinheiro”. Aproveitá-lo é uma questão de maximizar as vantagens que resultam do seu melhor uso.

Até há poucos anos ir a uma agência de um banco era tarefa habitual e rotineira para os clientes das diferentes instituições financeiras. Hoje, a verdade é que esta realidade está a mudar consideravelmente.
Em todo o mundo, a banca tem sido dos sectores a utilizar mais a tecnologia digital fruto de uma forte aposta nas tecnologias e nos conceitos de transformação digital ao longo dos tempos. Existem, actualmente, novas formas de aceder ao banco sem necessidade, sequer de sair de casa.
E estas novas ofertas têm vindo a conquistar cada vez mais utilizadores pelo que não é de estranhar perceber que o crescimento da adopção da banca digital é, efectivamente, um dado adquirido.
Segundo uma reportagem feita pelo JE junto de clientes que já fazem o uso deste novo aplicativo bancário, entre os usuários, diz-se ter muitas vantagens, como referência o agente da Polícia Nacional, Manuel Francisco, para quem o sistema é muito rápido e facilita, principalmente, quem, como ele, passa o tempo na unidade em serviço permanente.
“Acho ser uma ideia que todos os outros bancos devem seguir, porque nem sempre temos tempo de chegar a um multicaixa ou quando lá chegamos encontramos cheio”, disse.
Já o bancário Ernesto Salomão diz que com este aplicativo de banca digital pode fazer-se transferências, pagamentos, consultas do movimento das contas sem sair de casa e enfrentar enormes filas nos bancos ou mesmo atender tanta gente que quer apenas fazer uma consulta de saldo ou outro movimento de conta. Com isso evita-se um aglomerado de pessoas nas agências.
“É uma mais-valia para nós como promotores e clientes. Somos um número considerável de pessoas que utilizamos este aplicativo e pelas sondagens nacionais e internacionais o número pode vir a crescer ainda mais nos próximos tempos”, explica.
Os números mais recentes de acordo com uma pesquisa realizada pela Juniper Research, “Retail Banking Digital Transformation & Disruptor Opportunities 2017-2021”, até 2021, um em cada dois adultos deverá passar a aceder a serviços financeiros através de dispositivos móveis, como é o caso dos smartphones, tablets, PC ou smartwatches. Feitas as contas, são qualquer coisa como três mil milhões de utilizadores globalmente.
 Assim sendo, significa que um em cada dois adultos em todo o mundo vai passar a utilizar tudo o que tenha que ver com banca digital ao longo dos próximos quatro anos, representando um crescimento de 53 por cento face à realidade actual a nível mundial.
Um outro dado apontado pela mesma pesquisa, e que vem reforçar a necessidade de digitalização da oferta, diz respeito ao facto de se prever que a utilização dos serviços digitais continue a aumentar, com os clientes a optarem cada vez mais por instituições bancárias que tenham a capacidade de disponibilizar serviços digitais rápidos e multicanal.
De acordo com a Juniper Research, nos dias que correm, a denominada banca tradicional continua ainda ligeiramente atrás das mais jovens empresas “fintech” no que diz respeito à sua oferta em termos de serviços digitais, mas “esta é uma realidade que tem vindo a mudar”.
 O estudo examina, igualmente, com mais detalhe alguns dos maiores bancos mundiais e procura perceber qual o seu nível de preparação para a transformação digital e o ponto em que se situam em termos de inovação. O mesmo avança que as instituições bancárias estão já na etapa final do processo de transformação digital, pois investiram em tecnologia.