Segundo apurou o JE junto do Ministério da Construção e Obras Públicas, extingiu-se as empresas Paviterra (que se dedicava à construção de pavimento e terraplanagem), a Emproe (construção de obras especiais), Constrói (construção de edifícios públicos de Luanda), a Manutécnica (manutenção técnica das infra-estruturas).
Foram terminadas ainda no mesmo abrigo as unidades orçamentais como a Ecoseng (conservação de obras de engenharia), Encoi (que se dedicava à construção de obras públicas industriais).
Estas empresas desapareceram por Despacho Presidencial e Decretos Ministeriais conjuntos, mas foi criada uma comissão liquidatária coordenada pelo Instituto do Sector Empresarial Público(ISEP).
Esta comissão, dados a que o JE teve acesso, está a cuidar nesse momento do processo liquidatário que obedece três fases: Resolver o problema do passivo com os trabalhadores (salários, segurança social, averiguar a situação do património e dar solução da situação das dívidas com terceiros.

Empresas paralisadas
Dados do Ministério da Construção e Obras Públicas indicam que actualmente encontram-se paralisadas somente duas empresas do sector público designadamente, a Empresa Nacional de Pontes e a Hidroportos, que se dedicavam a construção de obras hidráulicas, sobretudo tratamento de dragagens e melhoramento das orlas marítimas .
Estas unidades encontravam-se espalhadas, sobretudo nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla, Namibe, Huambo, Zaire e Moxico, cujas razões da paralisação, segundo o ministério de tutela, prendem- se com o facto de o país viver uma profunda crise económica, principalmente a falta de obras e pagamentos perde a capacidade técnica é um processo conjuntural.
No entanto, com a paralisação dessas empresas milhares de trabalhadores foram empurrados para o desemprego, mas segundo disse a fonte, a remuneração desses funcionários tem sido de forma gradual em conformidade com os recebimentos da dívida pública que a empresa na condição de credora do Governo tem paulatinamente recebido.
Assim, com vista a contornar a situação, a fonte assegura que as empresas têm trabalhado com o sector de tutela, no sentido de elaborarem contratos programas, estabelecimento de parcerias multiplamente vantajosas com entes privados etc. para o gradual relançamento da empresa.
Acrise económica e financeira resultante do choque petrolífero que teve início em 2014 e que afectou todas as economias do globo causou um desalinhamento na microeconomia originando a paralisação de muitas empresas sobretudo dos sectores da construção civil e industrial.
Angola foi, no entanto, um dos mercados concorrenciais para investimentos interno e externo, onde até o final de 2014 registava um fluxo muito grande de empresas que dominavam os vários sectores da actividade.
Mas com a crise, muitas dessas empresas, quer do sector empresarial público, quer privado, tiveram que suspender as suas actividades, por força de disponibilidade financeira, empurrando milhares de cidadãos para o desemprego.

10 motivos para uma empresa falir

1. Não analisar o mercado antes de abrir um negócio
Se você tem o desejo de abrir um negócio, precisa antes analisar o mercado e verificar se aquele produto ou serviço que a sua empresa vai oferecer ao seu público-alvo lhe trará algum diferencial, ou será apenas mais um entre muitos outros.
2. Ficar sem recursos
Quando fazes maus investimentos, quando investe mal os recursos financeiros da sua empresa, ou quando não investes em redução de custos, por exemplo, pode acabar por ficar descapitalizado.
3. Não contar com profissionais capacitados
Este ponto é bastante importante, pois estamos a falar do principal activo que vai ajudá-lo a conquistar os resultados que deseja para fazer a sua empresa crescer continuamente.
4. Ignorar o mercado
É necessário estar atento a todos os movimentos que o mercado no qual a sua empresa está inserida faz. Analisar tendências e ficar de olho em cada passo que os seus concorrentes dão.
5. Não ouvir o que o cliente quer
Assim como os colaboradores, os seus clientes também são peças fundamentais na hora de mantê-lo firme perante a concorrência
6. Deixar de investir em marketing
As ferramentas de marketing são fundamentais para toda a empresa que deseja se destacar no mercado e se tornar a preferida na opinião dos consumidores.
7. Falta de comunicação assertiva
A comunicação é um dos principais problemas enfrentados pelos mais diversos tipos de empresa, independentemente do seu porte ou segmento.
8. Não investir em inovação e criatividade
Ignorar estes elementos é um grande tiro no pé que muitos empreendedores correm o risco de dar e assim se prejudicarem.
9. Não se preparar para as mudanças
As empresas que não se preparam e não preparam os seus colaboradores para as mudanças que ocorrem continuamente no mercado, estão votadas ao fracasso.
10. Falta de resiliência
A jornada empreendedora é repleta de acertos e erros, por isso, o empresário que tem jogo de cintura para lidar com isso, tem mais chances de se manter activo.