É intenção do Governo que no período 2018/2022, o sector da construção civil tenha um crescimento anual 3.8 por cento, meta que os operadores consideram ambiciosa, que pode ser realizável. 

Depois do abalo registado a partir do ano de 2014, fruto da crise económica e financeira, com paralisação parcial em alguns casos, e total noutros, hoje os sinais de retoma são animadores.

Cimento “Yetu” em alta
Há quase um ano, a Fábrica de Cimento do Kuanza Sul (FCKS) esteve praticamente paralisada, devido a sérios problemas no fornecimento de combustível Heavy Fuel Oil (HFO), principal matéria-prima para a produção de cimento, pondo ao desemprego vários jovens associada a carência do cimento no mercado nacional, com realce para a região Centro e Sul do país.
Depois da intervenção do Executivo, a situação foi revertida sendo que apesar de algumas dificuldades nas sintas dos elevadores que transportam o produto para os silos, desde o mês de Março, a produção de cimento na fábrica do “Kuanza Sul” atinge mais de duas mil toneladas por dia.
Segundo o director comercial da Fcks, Honório Sachilombo, a produção do clinquer que é a principal matéria-prima está situação nas 2.600 toneladas/dia.
“Desde que reentramos no mercado, os preços baixaram consideravelmente, especialmente na zona Centro e Sul do país, tudo porque a fábrica tem uma capacidade de produção anual de 1,4 milhões de toneladas de cimento, e com a produção em pleno em que nos encontramos tem tido um impacto na vida das populações”, frisou o gestor depois de realçar que o cimento está a chegar em todo o país através do revendedores.

FILDA é uma mais-valia
O responsável espera que dos contactos que a empresa irá desenvolver na presente edição da FILDA, os níveis de venda do cimento aumentem.
“Estamos aqui para divulgarmos a qualidade do nosso cimento. O cimento Yetu tem a melhor qualidade aqui em Angola, tendo em conta o tipo de calcário que a zona do Cuanza Sul tem”, destacou.

Internacionalização
Honório Sachilombo sublinhou que o cimento “Yetu” já é uma marca bem referênciada a nível internacional, com realce para a RDC, sendo que as grandes dificuldades têm sido transportar para outras mercados por via marítima por culpa dos elevados custos portuários.
“A Fcks está localizada no Cuanza Sul, e o porto mais próximo é o Porto Amboim. Esta unidade portuária está a ser gerida por duas empresas privadas internacionais, sendo que estas duas firmas têm o seu tipo de gestão que apesar de serem eficientes, ainda assim os preços praticados
são muito caros”, disse.
Devido a estes custos portuários, acrescentou “temos tido dificuldades do ponto de vista de competitividade para podermos exportar o nosso produtos
para outras regiões do mundo.
Para este ano, o responsável revelou que apesar da empresa ter registado três meses “menos” bons devida aos problemas registado em 2017, a fábrica prevê um “desempenho melhor que o ano passado”.
Actualmente a empresa conta com 150 trabalhadores directos, numa altura em que o desafio é de atingir 900 empregos indirectos, medida que poderá contribuir para o desenvolvimento da região.