A taxa de cobertura de acesso à água potável nas áreas urbanas em todo o território nacional pode vir a atingir até ao final do ano, cerca de 67,5 por cento, contra os 68 das zonas rurais (66 % registados no ano passado).
Segundo um documento apresentado durante o oitavo conselho consultivo pelo Lucrécio Costa, director Nacional das Águas, órgão afecto ao Ministério da Energia e Águas, em 2019, se prevê que haja um aumento de 15 por cento na taxa de cobertura, nas zonas urbanas, com a conclusão das obras que estão a ser financiadas através da linha de crédito da China.
No quadro do Plano Nacional das Águas estão em execução várias acções, como por exemplo, a conclusão do projecto de água do município do Golungo Alto, na província do Cuanza Norte, onde se prevê uma capacidade de 80 metros cúbicos de água por hora (m3/h), beneficiando 16.935 pessoas. Já no município do Gonguembo está concluída a empreitada de 25 m3/h, para servir 4.927 pessoas.
Quanto às empreitadas em fase de conclusão, destaca-se a de Caculama (Malanje), Cahama (Cunene) e Rivungo (Cuando Cubango), que depois de concluídas, poderão beneficiar um total de 30 mil pessoas.
Estão também em curso obras em cinco sedes provinciais, nomeadamente Cabinda, M’Banza Congo, Malanje, Huambo e Cuito, e outras em 26 sedes municipais, que poderão facilitar o acesso à água de 2,5 milhões de pessoas.

Saneamento
A fonte indica que a nível do saneamento foram desenvolvidas acções que já estão concluídas, sendo o sistema de drenagem e tratamento de águas residuais da cidade de Moçâmedes (Namibe), bem como estudos da rede de drenagem e tratamento da cidade do Sumbe (Cuanza Sul).
Ainda neste domínio, está em concurso os estudos para saneamento das cidades costeiras para o Soyo (Zaire), Porto Amboim (Cuanza Sul), Benguela, Lobito e Moçâmedes.
Está também em forja a expansão da rede de drenagem para Lândana (Cabinda), Cabinda, N’Zeto (Zaire), Ambriz (Bengo), Baia Farta (Benguela) e Tômbua (Namibe).
A fonte sustenta que como constrangimentos, cerca de 60 contratos de obras para as sedes municipais celebrados em 2014 e 2015 encontram-se
sem recursos financeiros.

Qualidade de Água
A Direcção Nacional das Águas indica que os laboratórios construídos estão nas províncias de Benguela, Cuanza Norte, Huíla, Lunda Sul e Uíje, sendo que em construção (Bié, Huambo, Malanje, Lunda Norte, Cabinda, Namibe) e os do Cuando Cubango e Zaire aguardam o enquadramento.
Quanto aos laboratórios enquadrados no projecto do Banco Africano de Desenvolvimento, o seu concurso para a construção será lançado ainda este ano, e serão erguidos nas províncias do Bengo, Cuanza Sul e Cunene.

Mais receitas
No quadro do desenvolvimento institucional está em forja um projecto que visa a criação de empresas públicas de água e saneamento.
Neste domínio, a empresa para a província do Zaire aguarda a formalização para a sua criação, numa altura em que para o Cuando Cubango, os documentos para a criação foram remetidos para aprovação.
As empresas públicas para as províncias do Cuanza Sul, Moxico, Lunda Norte e Sul, já foram criadas, aguardando apenas o empossamento dos “quadros gerentes”. As províncias de Luanda, Bengo, Cuanza Norte, Uíje, Malanje, Bié, Huambo, Benguela, Huíla, Namibe e Cunene.