O plano de expansão dos contadores pré-pago a nível nacional, cuja acção está a ser desenvolvida pela Direcção Nacional de Energia Eléctrica para o período 2015/2017, prevê a instalação de cerca de 1.060.000 contadores de pré-pagamento.
Este volume de contadores permitirá atingir no final de 2017, um total acumulado em pré-pago de aproximadamente 1.220.000 clientes.
O ritmo de instalação apresentado até Maio de 2016 ano é em média 250 mil contadores em 2015, cerca de 350 mil (2016) e 460 mil (2017). Antes deste período (2015/2017) tinham sido instalados 172.729 contadores pré-pago.
Segundo um documento da Direcção Nacional de Energia Eléctrica (órgão afecto ao Ministério da Energia e Águas) a que o JE teve acesso, até Maio de 2016, o processo sem contar com Luanda, está em cerca de 11 províncias, onde já estão
disponíveis 83.940 contadores.

Aumentar as receitas
Na sua estratégia para o sector, o documento acrescenta que a visão do novo modelo comercial visa garantir maior eficácia do processo comercial, consequentemente o aumento das receitas, o aumento do nível de satisfação dos clientes
e a redução acentuada dos custos.
O projecto está assente numa estrutura de relacionamento com os clientes, garantindo desta forma uma cobertura total em todo o território nacional com a disponibilização de todos os serviços comerciais e técnicos. Prevê igualmente tarifas atractivas que permitam o retorno de capital investido.
Consta dos principais objectivos que estão a ser executados desde 2015, a reabilitação das redes de distribuição existentes, expansão das redes de distribuição, aumento da fiabilidade do sistema e redução das perdas técnicas, cadastro completo dos pontos de fornecimento e minimização de ligações irregulares.
A iniciativa contempla também a reestruturação e optimização do modelo de contratação, medição, facturação e cobrança, incluindo reforço de modelos pré-pago.

Objectivos globais
O sector da Energia e Águas joga um papel preponderante na prossecução dos objectivos globais definidos na estratégia “Angola 2025”, na medida em que contém dois subsectores de infra-estruturas básicas, cuja dimensão e desempenho condiciona o desenvolvimento harmonioso do país.
A estratégia aponta que as empresas públicas dos dois subsectores necessitam de uma “profunda” reestruturação, a fim de verem viabilizadas a sua actividade e reduzir a dependência do Orçamento Geral do Estado no que toca à subsidiação.
A fonte acrescenta que serão efectuadas alterações no figurino institucional do subsector eléctrico, assegurando ganhos de escala com as valências existentes e reduzindo as margens de ineficiência comercial, que permitirão estabelecer os novos “entes empresariais e dar início a um programa de actualização progressiva das tarifas e redução dos subsídios”.