Os criadores tradicionais detêm maior número do gado bovino existente na província da Huíla, cujo potencial serve para o abastecimento do mercado com produtos cárneos, revelou, há dias, na cidade do Lubango, o director provincial da Agricultura, desenvolvimento Rural Pesca e Ambiente.
Lutero Campos disse em entrevista exclusiva ao jornal de Economia & Finanças que das cerca de mais de um milhão de bovinos existentes na província 96 por cento pertence aos criadores tradicionais e quatro por cento ao sector empresarial.
O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural Pesca e Ambiente disse que a província da Huíla é uma região com maior potencial de gado do país por possuir condições climatéricas favoráveis à criação animal.
Lutero Campos disse ainda que o clima não é o único factor que favorece o crescimento da actividade pecuária na região. Destacou que o factor cultura contribui para o crescimento exponencial do potencial ganadeiro da província consolidado de gerações para gerações pela população que tem a criação do gado como a principal riqueza.
“O quadro do efectivo pecuário sobretudo bovino é, conforme a tabela abaixo, muito elevada na Huíla. As estimativas actualizadas pelo nosso sector apontam para a existência de 1.243.000 de gado bovino. Importa salientar que deste 96 por cento é do sector tradicional”, confirmou.
O director precisou que o sector pecuário da província é preenchido também por mais de 1.127.100 cabeças de gado caprino, 316.100 de suíno, 261.700 ovino e 472.800 aves, 2.132 equino e 4.441 asinino.
O município de Quipungo possui o maior número de cabeças de gado bovino, com 201.373, seguido pelos Gambos com 180.000, Chibia com 160.000, Matala com 150.000 ao passo que Chipindo detém o menor número com 19.000.
Este potencial é a base que sustenta a produção da carne na província e nos matadouros distribuídos pelos 14 municípios. O director considera que a qualidade da carne dos locais de abate é boa, excepto a produzida a partir de matadouros clandestinos no mercado e zonas rurais.

                         Mais de 642 mil bovinos foram vacinados contra doenças infecciosas
As campanhas de vacinação são realizadas todos os anos. Revelou que a direcção provincial vacinou este ano 642.604 bovinos contra doenças infecciosas como dermatite nodular, brucelose, carbúnculos hemáticos.
Explicou que o objectivo principal da campanha de vacinação é contempla r mais de 95 por cento do efectivo existente sobretudo em posse dos criadores tradicionais.
O programa de vacinação visa tornar abrangente a cobertura vacinal, controlar as principais doenças, melhorar a situação zoo-sanitária e bem-estar animal e aumentar a qualidade dos produtos.
A direcção provincial pede o apetrechamento do sector com equipamento de conservação de vacina e fábrica de gelo, o reforço da capacidade de mobilidade das brigadas de vacinação para as zonas recônditas entre outras necessidades.

Laboratório da Humpata
A província precisa de recursos para aquisição de reagentes para o funcionamento regular do laboratório regional de veterinária da Humpata que pode alavancar a produção de vacinas contra a doença de Newcastle.
O JE sabe que a insuficiência de técnicos especializados e de reagentes está a condicionar a produção de vacinas de Newcastle no laboratório Regional de Veterinária do município da Humpata.
O laboratório, aberto em Agosto de 2011, conta com oito secções técnicas de necropsias, serologia, bacteriologia, anatomia patológica, parasitologia, meios de cultura, tecnologia alimentar, lavagem e esterilização e áreas
administrativas.