O Governo espanhol, através das suas empresas, pretende que as parcerias com Angola possampriorizar os segmentos das engenharias, construção e energias renováveis como os motores dos planos conjuntos de desenvolvimento económico.

Na visão da ministra de Fomento, Ana Pastor, atendendo à vasta experiência nessas áreas, uma vez que Angola está, decisivamente, numa fase de recuperação das suas principais infra-estruturas, os espanhóis podem tirar todas as vantagens das políticas de crescimento integrado que o Executivo angolano tem definido para os próximos anos.

Ana Pastor, que intervinha na cerimónia inaugural do fórum económico Angola-Espanha, no Coliseu de Madrid, disse que,apesar da crise neste país e no espaço europeu em si, a economia de Espanha crescerá em 2013 quatro por cento, sinalizando já uma certa recuperação.

A ministra do Fomento de Espanha não deixou de referenciar o facto de o seu país ser uma placa giratória no que diz respeito ao comércio marítimo europeu, posição que pode ser aproveitada por empresários angolanos.

Falou, igualmente, da aposta que fizeram na melhoria da rede ferroviária, aeroportuária e das estradas em si, opção que vem favorecendo a fixação cada vez mais de novos investimentos, seja de nacionais como de estrangeiros. “A Espanha tem a primeira rede europeia de auto-estradas com mais de 14 mil quilómetros, sendo o terceiro país com maior movimentação de pessoas na Europa, tendo atingido em 2012 cifras de mais de 190 milhões de passageiros”, disse.

Por sua vez, o presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais Internacionais (CEOEI), Jesus Banegas, disse ser o fórum de Madrid uma verdadeira ocasião para que as relações entre os empresários dos dois países possam solidificar-se e aumentar os actuais níveis de troca.

Jesus Banegas acredita existirem condições e muita vontade política para que as empresas troquem serviços e aumentem o saldo da balança comercial entre os países, somando a tudo isso o facto de os governos manifestarem interesses nesse incremento. Segundo disse, os empresários espanhóis possuem capital financeiro e tecnológico capaz de ajudar no crescimento de Angola, daí o interesse no intercâmbio.