O litoral angolano é composto pelas bacias sedimentárias dos rios Congo e Kwanza e do Namibe, mas, até ao presente momento, somente as bacias do norte de Angola produziram reservas petrolíferas em quantidades comerciáveis e 14 das quais são desenvolvidas actividades de exploração e produção em grandeza.
O país deve possuir aproximadamente 90 blocos petrolíferos ao longo de todo o litoral, 33 dos quais localizados em terra e em águas rasas das Bacias do Baixo Congo, Kwanza, Benguela e Namibe. Do conjunto dos blocos angolanos, 25 são considerados como áreas em exploração, 14 estão em plena produção e à margem de qualquer actividade existem pelo menos 30.
Tendo em conta os resultados obtidos até à data, é evidente que, em termos geológicos, os blocos a norte sejam os mais predilectos que os do sul, após insucessos obtidos nos Blocos 09, 21, 22 (Cuanza Sul) e 25 (Benguela), que mantém a região sul inexplorada, agregada à situação da não descoberta de petróleo nas perfurações feitas ao largo da costa da vizinha República da Namíbia.
Não obstante a esse insucesso, os engenheiros do Departamento de Geologia da Sonangol ainda acreditam que “nem tudo está perdido em relação aos blocos do sul”. Pesquisas e análises em blocos da Bacia do Namibe continuam e os engenheiros crêem que pode-se ter agradáveis surpresas de produção comercial nessa parte do território angolano.
Desde 1990, foram perfurados em Angola mais de 200 poços exploratórios e de pesquisa. No começo de 2000 havia um total de 29 blocos sob licença em terra e na faixa Atlântica. As licenças estavam atribuídas à 30 companhias, 14 das quais operadoras.
O mercado petrolífero do país tem hoje 10 operadoras (Sonangol Pesquisa e Produção, Somoil, Total, BP, ExxonMobil, Chevron, Repsol, Vaalco, Pluspetrol e ENI), companhias que têm como parceiras 18 empresas, contando a própria Sonangol. As demais são a Naftagas, Prodoil, Soco Internacional, Partex Oil and Gas, Gás Natural West Africa, Cupet, China Sonangol International Limited, Galp, Poliedro, Acrep Angolan E&O Company, INA Indústria Nafte, Force Petroleun de Angola, S.A., Equinor, Ajoco, Falcon Oil, SSI e Odebrecht.
Estas instituições partilham a exploração e produção de petróleo angolano em 43 áreas, sendo 9 concessões em “onshore” (área continental), 10 em águas rasas, 17 em águas profundas e 7 em águas ultra-profundas.