A partir desta campanha agrícola, a província do Cuanza Norte vai desenvolver um projecto ligado para a produção de cereais, como massango, massambala e milho em grande escala, de maneira a diversificar as culturas da região e ajudar a combater a fome e
a pobreza, no seio das populações.
De acordo com o chefe de departamento do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) no Cuanza Norte, Afonso Dialamícua, a massambala e o massango não são produtos típicos da região, mas ainda assim passarão, a partir de agora, a fazer parte das produções locais por terem um elevado grau de consumo por parte das populações, além de servir
para a reprodução animal.
Afonso Dialamícua revelou que a província dispõe de terras aráveis e condições climatéricas favoráveis para o cultivo desta espécie.
Destacou que com a disposição de equipamentos e máquinas para a preparação das terras, a apostar neste tipo de cultura será uma mais-valia para a província.
O responsável assegurou que, cerca de 500 hectares estão a ser preparados somente para o cultivo de cereais, um trabalho que deverá ser feito em “bloco”, para não haver dispersão de sementes e ao mesmo tempo poupar “energia” dos técnicos.
O também engenheiro agrónomo referiu que, em cada um dos 10 municípios da província, poderá contar com um ou dois campos de 20 à 50 hectares, transformando-os em zonas “piloto” para de forma paulatina, as populações começarem a aderir e verem as vantagens no cultivo desses produtos.

Previsão
Para o ano agrícola 2017/2018 prevê-se igualmente, o enquadramento de 34.231 famílias camponesas, das quais 13.692 para o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) e 19.532 destinada para o programa de fomento. Um total de duas mil famílias consideradas como parceiras e 178 pequenos agricultores.
O IDA pretende também preparar uma área estimada em 43.530 hectares para produzir diversas culturas, sendo 43.330 a serem preparadas manualmente e 500 hectares por mecanização, medida que visa atingir uma produção de 354.253
toneladas de produtos diversos.
Em relação aos insumos, até ao memento, disse, a província já recebeu cinco toneladas de milho e 3.500 de feijão manteiga, que estão a ser distribuídas às famílias camponesas, organizadas em cooperativas, em todos os municípios da província.
A instituição aguarda por mais apoios, por forma a dinamizar cada vez mais, o trabalho desenvolvido pelos produtores.

Balanço
Afonso Dialamícua considerou de satisfatório, o resultado da campanha anterior que obteve a safra de 11.040 toneladas de milho, 8.794 toneladas de amendoim, 649.685 toneladas de mandioca, 16.026 toneladas de bata doe, 684 de rena, 8.546 toneladas de feijão manteiga, 3.246 de macunde e 38.410 de banana de várias espécies.
Em relação à produção de hortícolas, o responsável do IDA disse que, na última época houve uma produção considerada boa, a julgar pela visita em alguns campos locais.
O Cuanza Norte, informou, atingiu um volume de produção estimada em 6.661 toneladas de hortícolas diversas, pelo que, os principais mercados da região encontram-se inundados de produtos produzidos localmente.
“Estamos no bom caminho e se continuarmos assim, creio que as áreas de cultivo de hortícolas vão aumentar nos próximos tempos, para o bem das populações da província”, frisou.