A procura por energia eléctrica no país vai diminuir nos próximos tempos com a recuperação e reabilitação das barragens. Enquanto acontece a construção e recuperação das infra-estruturas hidroeléctricas, o Ministério da Energia e Águas (MINEA) está a mitigar os efeitos energéticos com a montagem de centrais térmicas.

O universo de consumo a nível do país está estimado em cerca de 7,3 milhões de pessoas, o que representa 33 por cento da população angolana nas zonas urbana e rural.

Os investimentos no ramo da energia estão avaliados em 23,6 mil milhões de dólares, valor a ser aplicado durante o quinquénio 2013-2017.
Os investimentos estão inseridos na “Estratégia Angola 2025” de desenvolvimento de longo prazo, na qual se insere o plano de acção do sector da energia e águas 2013/2017 que preconiza os objectivos claros para o desenvolvimento humano.

Dada a pertinência do caso, os quadros deste sector estiveram reunidos na semana passada no seu V conselho consultivo, para balancear as metas e o cumprimento dos objectivos traçados.

Os participantes concluíram que há ainda necessidade de redução dos custos de produção e de proceder-se à normalização dos principais indicadores a nível das centrais para que os próximos projectos obedeçam a um regulamento de equipamentos.

A ligação do sistema Norte ao do centro está concluída. Em relação ao sistema Leste, estão elaborados os cadernos de encargo, mas ainda não estão criadas as condições para avançar com a rede Leste. Anunciou-se que serão interligados brevemente os sistemas centro-Sul.
Os participantes concluíram igualmente que há necessidade de melhorar-se os indicadores de novas ligações, principalmente aos particulares controlados pela Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade - ENDE (ex-Edel).

Segundo os entendidos na matéria, a instalação de contadores pré-pagos vai contribuir para a redução das perdas comerciais, enquanto o licenciamento, fiscalização e cadastro dos postos de transportes (PT) devem ser estendidos a todas as províncias.

Nova lei
A Lei Geral de Electricidade, recentemente aprovada, permite que se emitam licenças para o exercício da actividade de comercialização de energia em sistemas isolados por parte de privados, o que facilita a gestão dos sistemas de produção nas sedes municipais.
O investimento de empresários no sector energético na produção e distribuição é tido como uma forma importante para melhor distribuição e geração de riqueza.

As zonas rurais beneficiaram de energia solar por ser a que se adequa melhor à realidade no campo e solicitam a actualização do acesso à energia e à água com base nos dados do último censo.

As restrições orçamentais impostas para o ano em exercício condicionaram o desenvolvimento das acções previstas do plano de acção do sector, registando atrasos nos projectos.

Quanto ao subsector das águas, verifica-se que, após a construção dos sistemas de abastecimento no meio rural e urbano, não existe capacidade instalada para garantir a operacionalidade contínua dos mesmos por falta de recursos financeiros. Por isso, a direcção das águas tem um prazo de três meses para fazer o levantamento do número de quadros existentes.