Há algum tempo era comum ao chegarmos à entrada de um banco ou já no interior deste deparar-se com a mensagem: Não há sistema. Tal cenário gerava desconfianças e muitas especulações, pois para uns a falta de sistema era a ausência de dinheiro, já para outros tratava-se de simples mania dos funcionários que não queriam mesmo atender os clientes. O facto é que com certa rotina faltava sistema nas operações bancárias do dia-a-dia.
Tudo mudou. Hoje o quadro é bem diferente. Agora são raras as vezes que se chega a um banco e depara-se com a mensagem de “estamos sem sistema”. O gestor de uma das agências do Banco Internacional de Crédito (BIC), na baixa de Luanda, e que decidiu falar sob anonimato por não estar autorizado a prestar declarações à imprensa, nem mesmo a título individual, disse que houve investimentos fortes na área de tecnologias e comunicações.
Além da formação dos colaboradores, o banco aplica todos anos milhões de kwanzas para garantir que os mais de 200 balcões e 1,3 milhão de clientes sejam bem servidos.
Mas o Millennium Atlântico, que inaugurou o centro/agência digital no Xyami shopping Nova Vida, em Luanda, também tem aplicado recurso numa melhor inclusão tecnológica dos serviços bancários.
Tudo isso ocorre num ano em que, apesar de prestes a finalizar, também poderá ser testemunha do lançamento do primeiro satélite angolano, o Angosat I, do qual espera-se que venha a resultar uma nova era na digitalização e melhoria das comunicações.
Para lançar o AngoSat I o Executivo investiu 320 milhões de dólares, para um período de 15 anos, e vai poupar os actuais gastos mensais com recurso a satélites estrangeiros que oneram em 15 a 20 milhões de dólares/mês às contas nacionais.