O Pólo de Desenvolvimento Industrial do Dondo, que nasce no município de Cambambe, província do Cuanza Norte, vai dinamizar o crescimento económico da região.
Em declarações ao JE, o administrador municipal, Francisco Manuel, disse que o empreendimento será construído no perímetro entre a sede municipal e a comuna do Massagano, numa extensão de 2.500 hectares.
Segundo o responsável, neste momento decorrem as inscrições para uma posterior selecção dos potenciais investidores nos diferentes segmentos de negócio.
Por outro lado, sublinhou que serão exclusos investidores que não dispõem de condições materiais e financeiras para desenvolver as actividade anunciadas.
“Gostaríamos de ter unidades voltados à produção de sumos compotas e de grandes moagens face ao potencial agrícola do município”.
A meta é instalar um Pólo Industrial no município, de modo a gerar postos de trabalho e aproveitar a produção local, criando negócios e desenvolvimento.
Para o administrador, a prioridade recai para a indústria transformadora, extractiva e prestação de serviços, para absorver a produção e a mão-de-obra local.

Mais electricidade

Quanto ao fornecimento de energia eléctrica, o gestor afirmou que a nível do município de Cambabe, a situação melhorou consideravelmente, pois já não há limitação em termos de potência.
Neste momento, revelou, a administração está empenhada na execução de ligações domiciliares a nível da sede municipal e aldeias, com destaque para as comunas do Massagano e Zenza do Itombe.
O programa “Água para Todos” está em curso, além de outras iniciativas destinadas a resolver o problema do fornecimento de água potável a nível das comunas de Massagano, Dange-a-Menha, Zenza do Itombe e Beira Alta.

Agricultura em alta

Para o administrador, o facto do município estar cruzado pelos rios Kwanza e Lucala, permite desenvolver a agricultura em pequena e média escala.
Actualmente, estão inscritos um total de 64 cooperativas agrícolas e 24 associações de camponeses, que se dedicam à produção de hortícolas, citrinos e banana.
Francisco Manuel considerou o seu município “um celeiro na produção de laranja, manga, batata, mandioca e tomate”.
Por outro lado, as inundações registadas no ano passado, apesar de provocarem enormes prejuízos causadas no sector da agricultura, permitiram o reabastecimento das lagoas em toda extensão do município, facto que veio reactivar a pesca continental.

Dificuldades

Entre as principais dificuldades para dinamizar o crescimento económico do município, o responsável apontou o mau estado das vias secundárias e terciárias, que dão acesso às principais zonas de produção, dificultando assim o escoamento da produção.
O município continua a aguardar com muita expectativa, o arranque da “Satec”, uma unidade industrial, voltada à produção de tecidos para abastecer o mercado nacional.
De acordo com o administrador Francisco Manuel, a unidade se debate com falta de matéria-prima para o arranque da produção, cuja previsão é de gerar perto de 1.400 postos de trabalho directos.
O administrador mostrou-se optimista quanto ao desenvolvimento do município nos próximos 10 anos, proporcionando progresso e bem-estar aos cerca de 89 mil habitantes, de acordo com o Censo Populacional de 2014.