Angola é um dos países-membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e a segunda maior produtora de petróleo da África Subsariana com 1,4 milhões de barris por dia, actualmente.
O país foi admitido como membro de pleno direito da organização a 1 de Janeiro de 2007.
O secretário-geral da OPEP que efectuou, esta semana, uma visita de trabalho ao nosso país, no quadro da sua agenda de trabalho, dirigiu uma palestra com representantes de vários ministérios, empresas, docentes e estudantes universitários.
Os participantes à palestra feita por Mahammad Sanusi Barkindo, com o tema “A Opep e o seu papel na estabilização do mercado petrolífero”, foram de opinião que a visita do secretário-geral à Angola trará grandes vantagens no curto, médio e longo prazos.
É o caso do docente da Faculdade de economia, Martins Afonso. Disse que as vantagens têm as suas versatilidades, entre elas podem ser o asseguramento de Angola na Opep. Outrossim, também poderá ser a cooperação para com Angola. “É nesta perspectiva que eu encaro a presença do secretário-geral ao nosso país”.
De acordo com o docente, para aquilo que eram os objectivos, ou seja, a ansiedade do que se esperava ouvir da presença do secretário-geral da Opep, ficou muito aquém, porque “era expectável que recebessemos explicações sobre quais as linhas-mestras que a Opep tem traçado ultimamente devido à alta flutuação do petróleo.
Por outro lado, o Auditor Corporativo na empresa Sonangol EP, Mpelo Ndamba, disse que com a presença do secretário-geral, Angola ganha uma visibilidade perante o mundo e que de certa forma garante uma credibilidade perante a indústria e principalmente aos investidores.
“Isto abre e expõe o nosso mercado, tornanado-o atractivo para os investimentos externos”, defende.
Já o estudante do 5º ano da Faculdade de Engenharia, Alfredo Dala é de opinião de que Angola sendo membro da Opep, viu-se na abordagem do secretário-geral em como encara as vantagens devido às reformas políticas que o Presidente da República tem feito dentro do Sector Petrolífero, quer dizer com isso, que o mundo está atento às mudanças no nosso país.
“Com esta visita do secretário-geral acredito que muitos investidores da indústria petrolífera que hesitavam em investir em Angola e muitas companhias que abandonaram o país voltarão”, afirmou.
Geraldo Sapalo, outro estudante do 5º ano de engenharia, afirmou que uma das vantagens que Angola pode tirar com a presença do secretário-geral pode ser na estabilização do comércio de petróleo. Sabemos que antes existia um monopólio em que as empresas petrolíferas, ou seja, as prestadoras como as produtoras estavam a extinguir-se porque o mercado estava fechado.
“Com esta palestra, apercebemo-nos da realidade que se passa e vimos quais são os verdadeiros critérios que a Opep vai aplicar para poder estabilizar a indústria petrolífera em Angola”, salientou.

Martins Afonso
Docente Universitário
Era expectável que recebessemos explicações sobre quais as linhas-mestras que a OPEP tem traçado ultimamente devido à alta flutuação do petróleo. É nesta perspectiva que encaro a presença do Secretário-Geral

Mpelo Ndamba
Auditor
Angola ganha maior visibilidade perante o mundo e de certa forma garante uma credibilidade perante a indústria e, principalmente, junto dos investidores. isso expõe, abre o nosso mercado e torna-o mais atractivo

Alfredo Dala
Estudante de Engenharia
ouvimos como o Secretário-Geral encara as vantagens devido às reformas políticas que o Presidente da República tem feito dentro do sector petrolífero. quer dizer com isso que o mundo está atento às mudanças no nosso país

José Sangunja
Assistente de projectos
a visita do secretário-geral da opep mostra que angola tem uma grande cotação na organização. será muito vantajoso para o nosso país perante os investidores. Também mostra a importância de angola na opep

José Gaspar
Economista
Esta visita foi mais para organizar o mercado, potencializar as normas e criar mais regras, para que os benefícios sejam equilibrados. Temos de admitir que angola é já um produtor respeitado no quadro dos membros da opep e dos produtores africanos