Governador de Malanje, Norberto dos Santos
Malanje é uma província essencialmente agrícola , daí a necessidade de se apostar no campo para se atingir este desiderato. A existência de problemas relativos ao aproveitamento, no caso da compra de produtos dos camponeses, é ainda uma grande dificuldades, onde os bancos, a
nível das províncias devem ser mais dinâmicos, como forma de se estabelecer a melhor relação entre o agricultor e a entidade bancária. Quanto à diversificação da economia a província de Malanje vai a bom ritmo, uma vez existirem grandes terras cultivadas. A responsabilidade de
participar no desenvolvimento da economia nacional é de todos, com o objectivo de promover e dinamizar o desenvolvimento comunitário do país e o envolvimento activo de todos órgãos públicos e privados, apresentando as oportunidades de negócio de forma a estimular a captação de investimento privado. É também importante a captação e formação dos gestores públicos em finanças e receitas locais, gestão de municípios e de cidades, modelo de gestão integrada de municípios, cidades, entre outros.

Governadora da Lunda Sul, Cândida Narciso
O facto da administração pública saber que pode contar com vários fornecedores para prestar um mesmo serviço, automaticamente começa a contribuir para o mercado mais competitivo, alargando, assim, a sua base de tributação e criar condições necessaárias para fomentar o investimento e o desenvolvimento sustentável em cada província.
Se o Estado tiver uma diversificação de fornecedores de serviços e bens, automaticamente muitas empresas terão certamente, subsistência nos mercados provinciais, o que permitirá a geração de mais empregos, sobretudo para os jovens.
A contratação pública é também um factor fundamental a se ter em conta para a concorrência dos mercados, na medida em que geram valores em
cadeia e estes, por sua vez, proporcionam um desenvolvimento económico sustentável.

Administrador do Kilamba, Joaquim Israel
Há muitas fontes de receita que os municípios podem aproveitar que não estão regulamentadas na lei o que torna difícil o nosso trabalho, outro aspecto fundamental é a falta de retorno da receita porque esta é canalizada para a conta única do tesouro. E sem retorno, as administrações tornam-se menos proactivas. Existe um grande potencial de receitas na maior parte dos municípios e cidades, principalmente os de carácter urbano que podem contribuir para arrecadação da receita e que podem ser usadas para o beníficio dos mesmos. É importante interagir com outros sectores ministeriais que não percebem da realidade dos municípios, como por exemplo a reter receitas e não haver retenção na fonte isso faz com que os municípios e cidades tenham muitas dificuldades na própria gestão, porque os recursos e as receitas comunitárias só são transferidas para as administrações um ano depois. Sendo este um dos problemas actuais que as administrações apresentam.

Administrador do Cazenga, Tany Narciso
Para que haja uma boa arrecadação de receitas locais, é preciso maximizar os ganhos, pois há ainda muitos recursos por se aproveitar. Razão pela qual o Ministério das Finanças ter já solicitado informações de sectores que podem produzir mais receitas locais, contidas no Decreto 307/2008/2009.
Por exemplo, no imposto predial urbano ainda não se recolhe o necessário, porque existe o problema da legislação que não está conforme, está previsto na lei, por exemplo, só paga o imposto quem é titular da casa. Por isso, é preciso acelerar a legislação de forma que se torne rápido o processo de titularização das habitações, para que se possa cobrar esse imposto.

RECEITAS GOVERNOS
PROVINCIAIS MAIS ACTIVOS
Com vista a se reduzir as assimetrias regionais, conforme exposto no Programa Nacional de Desenvolvimento, a proposta do Orçamento Geral do Estado para o exercício de 2017 prevê receitas fiscais de cerca de 4 triliões de kwanzas.