O facto de Angola estar estrategicamente localizada na costa atlântica da África Ocidental, actuando como uma porta de entrada e como uma placa giratória logística, para a África Central e Austral por redes rodoviárias e ferroviárias, é um dos motivos, mais do que suficientes, para que investidores estrangeiros apostem no país.

Esta foi a visão apresentada pela presidente da Agencia Nacional para o Investimento Privado (ANIP), Maria Luísa Abrantes, que no fórum empresarial Angola-Portugal apresentou os pontos fortes de Angola como elementos de atracção de investimentos no país. Para a gestora, o esforço do Executivo angolano, em acelerar o desenvolvimento económico e social do país, que requer capital intensivo, deve ser visto por empresários lusos como uma forte razão para apostar no mercado nacional.

Os outros pontos apresentados por Maria Luísa estão ligados ao facto de Angola ser muito rica em recursos minerais e hídricos, aproximadamente 12 por cento da rede hidrográfica de Angola, com microclimas, fauna e flora ricas, com índices de emissão de gases reduzidos e com um ecossistema quase virgem, o que consiste em elementos chaves para exploração.

Estabilidade política
Outro ponto chave, avançado pela presidente da Anip, é o facto de o país viver actualmente uma estabilidade política e económica sem precedentes, que desde 2012 vem sendo uma das economias que mais cresce no mundo. Além disso, Maria Luísa Abrantes afirmou que Angola é parte de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos da América, no âmbito do Agoa, que é uma iniciativa de crescimento africano e de oportunidade para investimento. Angola é também membro da Miga-Agencia do Banco Mundial que investimento.

Necessidades urgentes
No que toque às necessidades do país, Maria Luísa mostrou aos empresários portuguesas e não só que existem oportunidades em vários sectores , com destaque para as infra-estruturas, saúde, educação, agricultura e habitação, cuja geração de empregos e a diversificação da economia são o principal objectivo do Executivo angolano. “O país precisa de infra-estruturas, sem elas não é possivel desenvolvê-lo”, disse.

Angola foi considerada pela CNUCED como sendo o segundo país que mais recebeu investimento directo estrangeiro, depois do Egipto, o forte crescimento da população, a crescente classe média, com um bom poder de compra, a diminuição da taxa de inflação e o caso de sucesso KFC , que começou a operar em Angola em 2012, que com dois restaurantes em 2013 registou vendas na ordem de 3.3 milhões de euros, equivalentes, quase o mesmo que 18 restaurantes do mesmo grupo em Portugal.

Sem o seu negócio em Angola, as vendas teriam caído 6.1 por cento no total. O KFC abriu em Luanda mais quatro restaurantes. “Estamos diante de muitos factores que servem de incentivo”, concluiu.